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Petróleo sobe com ataques e risco de restrições no Estreito de Ormuz

Brent fecha a US$ 97,00 após relatos sobre instalações sauditas e escalada entre Estados Unidos e Irã.

Petróleo sobe com ataques e risco de restrições no Estreito de Ormuz
Foto: Reuters/Dado Ruvic

O petróleo subiu nesta segunda-feira, 7, após relatos de que instalações da Saudi Aramco foram atingidas em Jizan, no sul da Arábia Saudita. O movimento também refletiu a escalada de ataques e contra-ataques entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana.

A alta foi limitada pela liquidez reduzida provocada por um feriado nos Estados Unidos, que manteve os mercados norte-americanos fechados. Na ICE, em Londres, o Brent para março encerrou o pregão com alta de 0,75%, equivalente a US$ 0,72, a US$ 97,00 por barril. O WTI para março avançava 1,3%, a US$ 92,68 por barril, por volta das 14h30 (de Brasília), na Nymex.

Pela manhã, o Brent para novembro chegou a US$ 98,06 por barril, maior nível desde 3 de junho. O Irã afirma ter atingido um navio militar dos Estados Unidos em um dos ataques do fim de semana. As Forças Armadas americanas negam a informação.

Analistas da Kotak Securities afirmam que uma interrupção prolongada no fornecimento físico pode levar os preços para além de US$ 100 por barril. A corretora também cita a redução dos estoques e a valorização dos produtos refinados como fatores de sustentação.

Pressão sobre rotas marítimas

A atenção se concentra no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alertou para o risco de ataques perto de Khasab, em Omã, e orientou navios a usar um corredor designado por Teerã. Também circulam relatos sobre a intenção iraniana de criar uma zona restrita na região e sancionar embarcações que entrarem nela.

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, alertou a Coreia do Sul e qualquer outro país contra operações militares em Ormuz em apoio aos Estados Unidos.

Dados de monitoramento marítimo apontam queda de 28% no trânsito em Ormuz na última semana, para 77 navios. Os carregamentos recuaram de 45 para 33, enquanto Bab el-Mandeb registrou aumento de tráfego. O Canal do Panamá também pode limitar o trânsito a 27 navios por dia devido a preocupações com os níveis de água na região.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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