QUITO — Aposentados e trabalhadores protestam contra o plano do governo de Daniel Noboa de vender mais de 2 bilhões de dólares em ativos do Instituto Equatoriano de Seguridade Social (IESS). Entre os bens incluídos estão hospitais e edifícios considerados essenciais pelos manifestantes, que afirmam haver risco para o patrimônio histórico da classe trabalhadora.
As organizações sociais dizem que o IESS pertence aos contribuintes e classificam a medida como uma tentativa dissimulada de privatização, alinhada a diretrizes do Banco Mundial. Para os grupos, a crise financeira deve ser enfrentada com a cobrança das dívidas do Estado e de grandes empresários com o fundo, e não com a venda de propriedades.
A liderança popular promete apresentar uma proposta técnica para preservar a liquidez do IESS. As mobilizações continuam com reivindicações relacionadas à saúde e a aposentadorias dignas.
O país também registra deterioração do emprego estável. Entre 2025 e 2026, as contratações por tempo indeterminado caem de forma expressiva. Ao mesmo tempo, empresas priorizam modalidades temporárias e precárias, que aumentam mais de 138%, para reduzir custos operacionais e evitar o pagamento de indenizações por demissão.



