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Queda após reajuste do Bolsa Família reforça apostas no “Trade Flávio”

Mercado recupera perdas após o anúncio de gasto adicional, enquanto pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mantém disputa presidencial no centro dos preços.

Queda após reajuste do Bolsa Família reforça apostas no “Trade Flávio”
Foto: Carolina Ferraz/VEJA

O anúncio do reajuste do Bolsa Família provocou queda na Bolsa, alta do dólar e avanço dos juros futuros, mas o movimento perdeu força ao longo do pregão. A reação abriu espaço para investidores que já apostavam no chamado “Trade Flávio” ampliarem suas posições.

O benefício terá aumento de 15,04%, acrescentando 5,8 bilhões de reais às despesas ainda neste ano e 22,7 bilhões de reais em 2027. O Ibovespa chegou a recuar 1,24% e tocar 183.242 pontos, mas encerrou o dia aos 185.992 pontos, com alta de 0,23%. O dólar atingiu 5,177 reais e terminou em queda de 0,25%, a 5,139 reais. Os juros futuros também devolveram a alta registrada após o anúncio.

Para Christian Lupinacci, sócio e CIO da Lev Asset Management, o episódio foi um “news failure colossal”: a notícia provoca inicialmente a reação esperada nos preços, mas não sustenta o movimento. Na avaliação dele, parte dos agentes passou a considerar que Lula pode perder a eleição, enquanto investidores já posicionados aproveitaram os preços menores para defender ou ampliar suas apostas.

A deterioração fiscal chegou a retirar quase 3 mil pontos do Ibovespa em relação ao nível anterior à queda. A demanda, porém, ajudou a reverter o movimento. Nesse tipo de operação, um choque negativo pode ser interpretado como oportunidade quando não altera a tese que motivou a compra dos ativos.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada pela manhã também manteve a disputa eleitoral no foco dos investidores. Em uma simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro apareceu com 47,2% e Lula, com 46,8% — diferença de 0,4 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto. Uma semana antes, os percentuais eram 46,4% para Flávio e 46,2% para Lula.

A alta da Vale e um ambiente externo mais favorável também contribuíram para a recuperação do Ibovespa. O movimento, portanto, não é atribuído exclusivamente à eleição. O episódio, porém, mostra que a tese associada ao “Trade Flávio” pode ganhar força tanto com pesquisas favoráveis quanto após quedas provocadas por choques contrários.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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