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Split payment pode reduzir lucro do varejo em até 2% em 2027

Análise do Safra aponta pressão sobre caixa e capital de giro, mas considera impacto administrável para empresas cobertas.

Split payment pode reduzir lucro do varejo em até 2% em 2027

O split payment, previsto na Reforma Tributária, pode reduzir de forma praticamente neutra a até 2% o lucro líquido do varejo em 2027, em uma simulação conservadora do Safra. O mecanismo transfere os impostos diretamente aos governos no momento da transação, enquanto as empresas recebem apenas o valor líquido da venda.

Hoje, os varejistas recebem o valor total e têm um prazo para repassar os tributos. Com a mudança, a retenção imediata da parcela tributária pode reduzir a disponibilidade de caixa, aumentar a necessidade de capital de giro, alongar o ciclo de conversão de caixa e pressionar os resultados financeiros.

Cenário considerado

A análise considera apenas ICMS e ISS. PIS e Cofins serão substituídos pela CBS a partir de 2027 e terão outro tratamento de arrecadação. Como ainda há visibilidade limitada sobre as alíquotas efetivas da CBS e os mecanismos aplicáveis a cada empresa, o Safra não incluiu esse efeito nas estimativas.

O banco simulou o split payment plenamente operacional desde o início de 2027 e aplicado a todos os meios de pagamento elegíveis ao longo do ano. O próprio Safra classifica essa hipótese como um cenário analítico conservador, e não como expectativa-base.

Os analistas esperam uma adoção gradual ao longo de 2027, com aplicação mais ampla ou definitiva apenas em 2028. Por isso, avaliam que o impacto calculado provavelmente representa um limite superior para 2027.

Para as empresas acompanhadas pelo banco, o Safra considera o efeito negativo, mas não vê risco relevante para os resultados. A avaliação é que escala, acesso a crédito e capacidade de gestão do capital de giro ajudam a absorver a mudança.

“Varejistas menores e menos capitalizados, contudo, poderiam ser proporcionalmente mais afetados devido ao acesso mais limitado a financiamento e à menor flexibilidade para absorver uma necessidade estruturalmente maior de capital de giro”, afirmam os analistas. Para esse grupo, o efeito pode elevar as barreiras competitivas e acelerar a consolidação do setor.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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