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Tensões ameaçam rotas de petróleo da Arábia Saudita e pressionam mercados

Conflitos no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho reduzem alternativas de exportação e elevam os riscos para o mercado global de energia.

Tensões ameaçam rotas de petróleo da Arábia Saudita e pressionam mercados

A Arábia Saudita enfrenta pressão crescente sobre suas exportações de petróleo devido às restrições no Estreito de Ormuz e ao aumento dos ataques ligados ao movimento Houthi, do Iêmen, no Mar Vermelho.

Rotas de exportação sob ameaça

O Estreito de Ormuz, tradicional passagem do petróleo saudita produzido na costa leste, segue com tráfego reduzido. A Agência Internacional de Energia (AIE) informa que uma média de cerca de 20 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados passou pela via em 2025, volume equivalente a aproximadamente um quarto do comércio marítimo global de petróleo.

Desde os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro, o tráfego na região sofre restrições. Dados da Kpler mostram que apenas poucos navios de commodities atravessam o estreito diariamente. Em vários dias, não passam superpetroleiros nem navios-tanque de gás natural liquefeito.

Para reduzir a dependência da rota, a Arábia Saudita utiliza o Oleoduto Leste-Oeste, que leva petróleo até o Porto de Yanbu, no litoral do Mar Vermelho. Essa alternativa também enfrenta riscos. Em 20 de julho, os Houthis anunciaram a proibição da passagem de embarcações sauditas pelo Estreito de Bab al-Mandab e depois afirmaram ter atacado navios do país.

Em 11 de setembro, o Ministério de Energia da Arábia Saudita informou que explosões atingiram o oleoduto em pontos das regiões de Riad e Medina. O incidente deixou pessoas feridas, e a operação foi interrompida como medida de precaução. Até 16 de setembro, não havia previsão oficial para a retomada.

Autoridades dos Estados Unidos indicaram que o fluxo poderia voltar em “dias”. O Goldman Sachs avaliou que as projeções do mercado iam de uma recuperação rápida a um reparo de cerca de oito semanas.

Estoques e custos aumentam a pressão

A AIE registra queda adicional de 95 milhões de barris nos estoques globais monitorados em agosto. Desde o fim de fevereiro, a redução acumulada chega a 507 milhões de barris, média de aproximadamente 2,8 milhões de barris por dia.

Adam Ritchie, economista-chefe da Shell Trading, disse que o mercado global perdeu cerca de 1,6 bilhão de barris de petróleo bruto e condensados, além de aproximadamente 36 milhões de toneladas métricas de gás natural liquefeito, desde a escalada do conflito.

Os custos de transporte também sobem. Paul Bradshaw, diretor da Companhia Nacional de Petróleo dos Emirados, afirmou que o seguro de carga para alguns navios no Estreito de Ormuz chegou a 5% a 6% do valor transportado, enquanto os adicionais por risco de guerra podem alcançar 10%.

Anders Opedal, diretor-executivo da Equinor, disse que uma interrupção prolongada do fornecimento do Oriente Médio pode manter condições mais restritas e forte volatilidade nos mercados de energia.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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