Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira (2), após dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçarem a expectativa de uma postura menos agressiva do Federal Reserve na condução dos juros. O Nasdaq alcançou máxima histórica de 27.353,68 pontos durante a sessão, mas encerrou o pregão aos 27.190,864 pontos.
O Dow Jones subiu 0,49%, para 51.176,96 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,73%, para 7.722,72 pontos. O Nasdaq teve alta de 1,19% no fechamento.
O Departamento do Trabalho informou a criação líquida de 29 mil empregos em setembro. As estimativas para o resultado variavam de 50 mil a 175 mil postos, com mediana de 85 mil. Os dados de agosto foram revisados de 162 mil para 133 mil vagas, e os de julho passaram de geração de 21 mil postos para eliminação de 10 mil.
A taxa de desemprego dos Estados Unidos subiu para 4,2% em setembro, ante 4,1% em agosto. A previsão era de manutenção em 4,1%.
Após a divulgação, as apostas de alta dos juros na reunião de dezembro do Federal Reserve caíram de 86% para 79,6%, conforme a ferramenta Fed Watch, do CME Group. Os rendimentos dos títulos do Tesouro recuaram inicialmente, mas se recuperaram ao longo do dia, levando as ações a diminuir parte dos ganhos registrados nas máximas.
As empresas de tecnologia sustentaram o avanço do mercado. A Nvidia atingiu um recorde histórico pela primeira vez desde maio, enquanto CrowdStrike, Palo Alto Networks e AMD alcançaram seus maiores valores durante o pregão.
No mercado de petróleo, o Brent para dezembro caiu 0,06%, para US$ 102,25, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. A queda ocorreu após a notícia de que os países do G7 estudam liberar 100 milhões de barris de diesel e petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio e à distância de um acordo entre Estados Unidos e Irã.


