O Arsenal será o primeiro adversário a medir a consistência do trabalho de Xabi Alonso no Chelsea. O clássico deste domingo (6), no Emirates, coloca frente a frente uma equipe que venceu seus três compromissos iniciais e outra que ainda não sofreu gols na Premier League.
O Chelsea superou Fulham por 3 a 2, Brighton por 4 a 3 e Luton Town por 2 a 0. O Arsenal, por sua vez, venceu Coventry por 3 a 0 e Aston Villa por 1 a 0. A diferença entre os desempenhos defensivos concentra uma das principais questões da partida.
O ataque terá o desafio mais difícil
Cole Palmer, Morgan Rogers e João Pedro são o setor mais ajustado do Chelsea neste início. Os três marcaram contra o Fulham e mantiveram a boa combinação diante do Brighton.
Palmer circula com liberdade, Rogers conduz a bola e ataca espaços, enquanto João Pedro oferece profundidade e movimentação por dentro. A troca de posições e a velocidade nas transições deram dinamismo à equipe, mas o Arsenal será o primeiro rival a apresentar uma defesa tão consistente.
O duelo mostrará se o trio consegue manter a mesma fluidez contra um time que concede pouco espaço e controla melhor as zonas centrais.
A lacuna aberta no meio-campo
A partida também será a primeira do Chelsea após a saída de Enzo Fernández para o Manchester City. O clube tentou contratar Lamine Camara, do Monaco, mas a negociação não avançou até o fim da janela.
Moisés Caicedo é a principal referência do setor, mas deixou o campo contra o Brighton por causa de problemas físicos. Valentín Barco e Roméo Lavia aparecem como alternativas, enquanto Jordan Henderson ainda não estreou e está lesionado. Aos 36 anos, Henderson seria uma opção experiente, mas não uma solução permanente para a lacuna.
Alonso também pode utilizar Reece James por dentro, como já ocorreu, ou recorrer a Malo Gusto. As alternativas existem, mas nenhuma ocupa exatamente o espaço que o Chelsea pretendia preencher após a saída de Enzo.
Defesa precisa acompanhar a mudança
O Chelsea sofreu cinco gols nos dois primeiros jogos da Premier League. A equipe ainda se adapta ao sistema 3-4-2-1, usado por Alonso em sua passagem pelo Bayer Leverkusen.
A linha de três precisa ajustar distâncias, os alas devem equilibrar avanço e recomposição, e o meio-campo tem de proteger os zagueiros. Nas vitórias anteriores, o Chelsea concedeu espaços entre os setores e teve dificuldades para se reorganizar depois de perder a bola.
Contra o Arsenal, essas falhas podem ser mais decisivas. O time de Mikel Arteta chega sem ter sido vazado na competição e apresenta solidez sem a bola. Para o Chelsea, o clássico representa a oportunidade de mostrar que o novo sistema pode produzir não apenas um time agressivo, mas também equilibrado diante de um adversário mais exigente.



