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Israel e Irlanda levam tensão política para dois jogos da Liga das Nações

Confrontos terão sedes neutras, restrições de público e protestos ligados à ofensiva israelense em Gaza.

Israel e Irlanda levam tensão política para dois jogos da Liga das Nações
Foto: IMAGO/JNA Press e IMAGO/Action Plus

Os confrontos entre Israel e Irlanda pela Liga das Nações acontecem sob protestos, restrições de público e mudanças de sede. O primeiro jogo está marcado para domingo (27), na Hungria. O segundo será disputado em 4 de outubro, em Backa Topola, na Sérvia.

A Federação Irlandesa de Futebol (FAI) decidiu levar o primeiro duelo para um estádio neutro após apontar possíveis “desafios operacionais” caso a partida fosse realizada em Dublin. A Hungria foi escolhida por manter laços diplomáticos mais fortes com os dois países e por se dispor a oferecer policiamento e medidas de segurança.

Para o jogo na Sérvia, a FAI optou por Backa Topola e não explicou publicamente a escolha. A entidade afirma que o local, por ser mais remoto, facilita a gestão da segurança e reduz a possibilidade de protestos.

Pressão antes dos jogos

A definição dos confrontos provocou manifestações nos dois países por causa da ofensiva militar de Israel em Gaza. Há um ano, a FAI pediu à Uefa a suspensão da Federação Israelense de Futebol, mas o pedido foi rejeitado. A entidade irlandesa também afirma que a Uefa não aceitou separar as duas seleções em futuros sorteios.

Quando Irlanda e Israel caíram no mesmo grupo, junto com Áustria e Kosovo, a FAI recebeu pedidos de boicote. Em julho, os delegados da associação votaram pela realização das partidas: 75 foram favoráveis e 32 contrários.

A federação justificou a decisão com o risco de prejuízos ao futebol irlandês. A recusa poderia gerar sanções da Uefa, reduzir as receitas e dificultar a classificação para a Eurocopa de 2028, competição sediada pela Irlanda com países da Grã-Bretanha.

Mesmo com a mudança de local, torcedores de clubes irlandeses protestaram contra os jogos durante partidas do campeonato nacional. Mais de 160 atletas irlandeses também assinaram uma carta aberta do grupo Irish Sport for Palestine, que pede o boicote aos confrontos.

Restrições e troca de declarações

Nenhum dos dois jogos terá ingressos para torcedores irlandeses. Na Hungria, apenas alguns bilhetes serão destinados a israelenses. Na Sérvia, a partida será disputada com portões fechados. A cobertura televisiva também será reduzida.

O técnico da Irlanda, Heimir Hallgrimsson, disse que a equipe não se sente confortável com a realização das partidas, mas que permanecerá unida. Em outra declaração, afirmou: “Estamos jogando contra Israel, não estamos jogando com Israel”.

A Federação Israelense de Futebol reagiu nas redes sociais e classificou as falas do treinador como “ignorantes, hipócritas e estúpidas”. A entidade declarou que Israel contribuiu para o mundo e para a humanidade e citou a conquista de Prêmios Nobel.

A Irlanda está entre os países europeus que mais demonstraram apoio aos palestinos desde o início da ofensiva militar israelense em Gaza, em outubro de 2023. O Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas, registra mais de 73 mil mortos em ataques israelenses; as Nações Unidas consideram confiáveis os números apresentados.

Em maio de 2024, Irlanda, Espanha e Noruega reconheceram oficialmente um Estado palestino. No mesmo ano, a Irlanda aderiu ao processo movido pela África do Sul contra Israel por genocídio em Gaza no Tribunal Internacional de Justiça.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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