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Jogadores da Irlanda rejeitam boicote e mantêm jogo contra Israel

Votação entre os atletas decide pela realização do confronto da Liga das Nações, após ameaça de recusa do goleiro Gavin Bazunu.

Jogadores da Irlanda rejeitam boicote e mantêm jogo contra Israel
Foto: ANP/Icon Sport

DEBRECEN, HUNGRIA — A seleção da Irlanda decide manter o confronto contra Israel pela Liga das Nações neste domingo (27), às 15h45, pelo grupo B3. A partida será disputada em estádio neutro, sem torcedores irlandeses, depois que a possível recusa do goleiro reserva Gavin Bazunu levou outros jogadores a considerar um boicote.

Bazunu, que pertence ao Stoke City e está emprestado ao Southampton, comunica à Federação Irlandesa de Futebol (FIF) sua preocupação em enfrentar Israel neste momento. A posição é apresentada aos dirigentes neste sábado (26), após uma reunião entre os atletas e a federação na sexta-feira (25).

O CEO da FIF, David Courell, confirma que os jogadores realizam uma votação e que a maioria decide entrar em campo. A coletiva de imprensa, inicialmente marcada para 5h15, é adiada para 10h30, e o treino começa 15 minutos depois. Os atletas também pedem dispensa das obrigações com a imprensa, planejam usar braçadeiras pretas e decidem não participar de elementos da cerimônia pré-jogo.

“Elementos da cerimônia pré-jogo não serão realizados pela Irlanda”, afirma Courell. Segundo ele, a equipe pretende fazer uma contribuição significativa para a caridade.

O técnico Heimir Hallgrimsson diz que os jogadores não aceitam a situação em Gaza, mas permanecem unidos para disputar a partida. Jason Knight, meia do Bristol City, é o primeiro atleta irlandês a se posicionar publicamente contra o confronto. Na quinta-feira (24), ele afirma que as partidas não deveriam estar acontecendo e admite desconforto com o tema.

A oposição ao duelo ocorre desde fevereiro, quando a Uefa coloca Irlanda e Israel no mesmo grupo da competição. Torcedores, especialistas e políticos passam a defender o boicote em protesto contra as ações militares israelenses em Gaza.

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas realiza um ataque a Israel, mata cerca de 1200 pessoas e leva 251 reféns. Desde então, a ofensiva israelense em Gaza mata mais de 73 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde da região. A ONU afirma, no ano passado, que as ações constituem genocídio contra os palestinos.

A FIF pede à Uefa, ainda em 2025, a suspensão da Federação Israelense de Futebol, mas o pedido é recusado. Em julho deste ano, delegados irlandeses votam pela realização dos jogos por 75 votos a 32. A outra partida entre as seleções está marcada para 4 de outubro, na Sérvia.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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