A chegada de Rodri muda a referência do Barcelona para o meio-campo e coloca Hansi Flick diante de escolhas frequentes ao longo da temporada. O treinador passa a ter quatro opções para formar a dupla de volantes, mas apenas dois jogadores podem começar cada partida.
Rodri chega após anos como referência no Manchester City e na seleção espanhola. O espanhol oferece experiência no mais alto nível, controle do ritmo, proteção à defesa e participação na construção das jogadas. Flick indica que pretende explorar a parceria com Pedri.
“Vamos desfrutar com eles jogando juntos. Ter os dois nos permitirá controlar a bola e o adversário. É algo muito importante”, afirma o treinador. Em outra declaração, Flick define o reforço como adequado ao estilo do Barcelona e destaca sua liderança e experiência.
A preferência inicial, portanto, é por Pedri e Rodri. A dupla reúne controle de jogo, circulação, experiência e liderança, além de características ajustadas ao modelo de posse de bola da equipe. A presença de Rodri, porém, não encerra a disputa pelas vagas.
Marc Bernal começou a temporada entre os titulares nas três primeiras rodadas de LaLiga e formou dupla com Pedri nas duas partidas mais recentes. Nos dois jogos, foi substituído por Rodri no segundo tempo. Com o Bola de Ouro recuperado e novamente integrado aos treinamentos, Bernal volta a disputar diretamente uma posição que parecia encaminhada.
Gavi acrescenta outra possibilidade ao treinador. Mais agressivo, intenso e versátil, o jogador pode atuar em outras zonas do campo e mudar o perfil do meio-campo conforme o adversário e o momento da partida. Eric García e Dani Olmo também podem cumprir determinadas funções.
O calendário, com LaLiga e Champions League, tende a ampliar a necessidade de alternância. Flick já sinaliza que pretende utilizar os quatro jogadores. Pedri e Rodri podem formar a dupla voltada ao controle e à liderança, enquanto Gavi oferece intensidade e Bernal pode receber minutos para seguir seu desenvolvimento.
Além deles, Frenkie De Jong está lesionado. Com tantas combinações disponíveis, o desafio de Flick passa a ser escolher a formação mais adequada para cada partida, e não manter necessariamente os mesmos dois jogadores durante toda a temporada.



