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Justiça

Dallagnol anuncia recurso após TSE barrar atos de campanha no Paraná

Decisão de Floriano de Azevedo Marques suspende propaganda, debates e uso de recursos públicos até análise de recurso sobre candidatura.

Dallagnol anuncia recurso após TSE barrar atos de campanha no Paraná

Deltan Dallagnol afirma que vai recorrer da decisão que interrompe sua campanha ao Senado pelo Paraná. O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão de atos de campanha, da utilização de recursos públicos, da propaganda no rádio e na TV e da participação em debates até o julgamento do recurso sobre o registro da candidatura.

A medida foi tomada neste sábado (19/9), em resposta a um pedido da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança. As entidades contestam no TSE a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado Dallagnol a disputar as eleições.

Fundamentação

Relator do processo, Floriano considera haver indícios de que o TRE-PR contrariou entendimento anterior do TSE. A candidatura foi autorizada pelo tribunal regional por 4 votos a 3.

Em 2023, o TSE declarou Dallagnol inelegível. A Corte considerou que o então procurador pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) em 2021, enquanto ainda tramitavam procedimentos disciplinares contra ele, para evitar possíveis sanções. O entendimento levou à aplicação das regras de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa.

Para o ministro, o TRE-PR não poderia desconsiderar a decisão anterior da Corte Superior, que reconheceu fraude à legislação eleitoral no pedido de exoneração. O arquivamento posterior dos processos administrativos, segundo a decisão, não modifica o fato jurídico da manobra realizada em 2021 nem afasta a inelegibilidade por oito anos.

O ministro também afirma que a segurança jurídica e a hierarquia entre os tribunais impedem uma instância inferior de reinterpretar fatos já decididos definitivamente pelo TSE.

Reação

Dallagnol classificou a decisão como “flagrantemente ilegal” nas redes sociais. Em vídeo, disse que a suspensão ocorreu “no calar do sábado à noite” e após um pedido sigiloso do PT.

Ele também afirmou que Floriano é amigo de faculdade de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, e relacionou a decisão ao pedido de impeachment que apresentou contra Moraes.

O processo é identificado pelo número Tutela cautelar antecedente 0602022-65.2026.6.00.0000.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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