A defesa de Daniel Vorcaro pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) que informações pessoais e materiais protegidos por sigilo sejam separados antes de uma nova divulgação de documentos ligados à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
O pedido foi protocolado no sábado (12), depois que começou a retirada do sigilo de dezenas de procedimentos do caso. A abertura teve início na noite de quinta-feira (10), quando o presidente do STF, ministro Edson Fachin, pediu ao ministro André Mendonça que liberasse as partes consideradas não sensíveis.
Conteúdos pessoais
Os advogados afirmam que os aparelhos apreendidos com Vorcaro guardam materiais sem relação com a investigação. Entre os exemplos citados estão imagens e informações sobre familiares, especialmente os filhos do ex-banqueiro, além de conversas mantidas com seus advogados, protegidas pelo sigilo profissional.
A defesa também menciona a divulgação anterior de mensagens íntimas trocadas por Vorcaro com Martha Graeff, sua então namorada, durante as apurações. Para os representantes, o episódio mostra que “o risco de exposição indevida não é meramente hipotético”.
Os advogados pedem que Fachin adote providências para preservar os dados pessoais e os conteúdos sem relação com os fatos investigados. Caso a decisão caiba ao relator do processo, solicitam que a manifestação seja encaminhada para análise.
Disputa sobre dados do celular
Ministros do STF pediram acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro antes da sessão extraordinária prevista para terça-feira (15). No sábado (12), Fachin determinou que a Polícia Federal informasse, em 24 horas, como estão a guarda e a preservação do material.
A PF respondeu neste domingo (13) que mantém o conteúdo original sob custódia e preservou sua integridade. A corporação disse ainda que pode fornecer cópias integrais aos ministros que pedirem acesso, desde que sejam respeitadas as restrições de sigilo.
Em nota, a PF afirmou: “O material original permanece integralmente nas dependências da instituição, dentro de cadeia de custódia formalmente documentada”.
Mendonça defende que a liberação sem filtros dos dados pode prejudicar investigações em andamento. O ministro sustenta que os integrantes do STF já acessam o material que será usado no julgamento de terça-feira (15).




