O Tribunal de Justiça do Pará passou a acompanhar continuamente o Processo Judicial Eletrônico (PJe), seu principal sistema digital, para localizar sinais de lentidão e erros antes que os usuários registrem reclamações. A medida reduziu o tempo médio de solução de falhas de 50,85 minutos para 27,49 minutos.
A queda é de 45,9%, o equivalente a cerca de 23 minutos a menos por ocorrência, em média. O monitoramento permite observar o funcionamento da plataforma e reunir informações que ajudam a apontar a origem de cada problema. A falha pode estar no próprio programa, nos equipamentos que o sustentam ou em outro serviço conectado ao sistema.
Identificação da origem
Com os dados reunidos, as equipes técnicas conseguem direcionar a investigação para o ponto que apresenta problema. A proposta é reduzir o tempo gasto na busca pela causa e acelerar a atuação necessária para restabelecer o serviço.
O acompanhamento também amplia a resposta fora do expediente. Diego Baptista Leitão, secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TJ-PA, afirma que o ambiente digital do tribunal é monitorado desde agosto, 24 horas por dia, sete dias por semana.
“identificar rapidamente qualquer sinal de problema e agir antes que ele afete quem precisa utilizar o serviço”, disse Leitão.
O PJe é usado para consultar processos, enviar documentos e acompanhar ações judiciais. Quando há lentidão ou indisponibilidade, as falhas podem atingir o trabalho de magistrados, servidores e advogados e dificultar o acesso dos cidadãos às informações.
Ao diminuir o período necessário para corrigir as ocorrências, o tribunal busca tornar mais confiável o acesso à plataforma e reduzir interrupções para quem depende do sistema. A manutenção do funcionamento dos serviços digitais integra o atendimento prestado pela Justiça à população.




