A inteligência artificial, a segurança de documentos e o uso de dados na tomada de decisões estão entre os temas do TechJur Summit 2026, promovido pela seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil em 30 de setembro e 1º de outubro.
Organizado pela Comissão de Lawtech e Legal Ops da OAB-RJ, o encontro reúne advogados, estudantes, gestores e integrantes do ecossistema de inovação. A programação trata das mudanças nos escritórios e departamentos jurídicos, além de discutir automação, novos modelos de gestão, eficiência e os efeitos da tecnologia no Sistema de Justiça.
Carla Botelho, presidente da comissão, afirma que “o objetivo é dar ferramentas para que a advocacia acompanhe essa evolução tecnológica com segurança e eficiência”.
Temas do primeiro dia
Em 30 de setembro, os debates começam com a abertura institucional e uma cerimônia de acordo de cooperação. Na sequência, a programação aborda o uso de automação e novos modelos operacionais nos escritórios, os riscos de documentos com comandos capazes de manipular sistemas de IA e a aplicação de legal ops em processos, fluxos, indicadores e cultura organizacional.
Também estão previstos painéis sobre automação do fluxo jurídico, gestão contratual baseada em dados, qualidade das informações para decisões e o equilíbrio entre tecnologia e atuação humana nos escritórios. O primeiro dia termina com uma discussão sobre o uso de dados, processos e tecnologia na gestão de compliance.
Segurança, prova digital e Justiça
Em 1º de outubro, o evento discute os limites da contratação de IA quando dados, aprovações e sistemas permanecem fragmentados. A agenda inclui ainda o impacto social da organização das informações jurídicas e o uso de tecnologia na elaboração de contratos, com atenção a acesso, armazenamento, terceiros, governança e rastreabilidade.
A evidência digital será tratada a partir de aspectos como autoria, integridade, entrega, preservação e cadeia de custódia. A programação também prevê um caso prático sobre IA na rotina jurídica e debates sobre propriedade intelectual, direitos autorais, treinamento de modelos, conteúdo gerado, clonagem de voz e imagem, titularidade e licenciamento.
Outro painel aborda o cruzamento de dados no combate à fraude e ao crime organizado. No encerramento, os participantes discutem como preservar provas digitais em um cenário de conteúdos manipuláveis por IA e quais são os limites do uso da tecnologia na Justiça, incluindo responsabilidade decisória, devido processo, transparência, segurança, pensamento crítico e ética.




