Carlo Ancelotti inicia um novo ciclo à frente da seleção brasileira com foco na Copa do Mundo de 2030. O treinador tem contrato renovado até o fim do próximo Mundial e poderá testar jogadores e alternativas táticas nos próximos quatro anos.
Antes da convocação para amistosos contra a Austrália, em duas partidas, e a Índia, pela Super Data Fifa, Ancelotti acompanhou jogadores, treinadores e comissões técnicas de clubes. A tendência é que parte dos atletas que disputaram a Copa do Mundo de 2026 continue nos planos.
Vinícius Junior aparece como um dos principais nomes. Ele é o artilheiro do Brasil no ano e durante a passagem de Ancelotti pela equipe. Bruno Guimarães também é considerado peça importante, assim como Matheus Cunha, vice-artilheiro brasileiro no Mundial e utilizado como falso 9 pelo treinador. Os três, porém, terão mais de 30 anos na próxima Copa.
Raphinha não conseguiu se destacar no torneio porque se lesionou na segunda rodada, contra o Haiti, e não voltou a jogar até a eliminação diante da Noruega. Ainda assim, teve desempenho relevante durante o ciclo comandado por Fernando Diniz e Dorival Júnior.
Neymar não está nos planos para a próxima Copa. O camisa 10 confirmou a aposentadoria ao deixar o MetLife Stadium e, desde então, abriu mão de convocações para a Amarelinha. Em recuperação de lesão, o atacante deixa para Ancelotti a tarefa de encontrar uma nova referência técnica. Vini Jr. é visto como candidato a assumir esse papel.
Entre os jovens, Endrick e Rayan ganharam espaço. Endrick foi convocado após marcar cinco gols e dar sete assistências em 16 jogos da Ligue 1 pelo Lyon, onde atuou por empréstimo do Real Madrid. Rayan terminou o Mundial valorizado e começou a temporada como titular do Bournemouth, sob o comando de Marco Rose. Os dois terão menos de 25 anos na próxima Copa.
Estêvão e Rodrygo, cortados por lesão antes do torneio, também podem continuar no radar. Danilo Santos, Luiz Henrique e Igor Thiago, que tinham 25 anos durante o Mundial, são alternativas para a transição, embora tenham tido atuações discretas.
Gabriel Martinelli é uma incógnita após a transferência para o Al-Hilal. Ele foi decisivo na classificação contra o Japão, mas uma nova convocação dependerá de seu desempenho no futebol saudita.
A defesa é o setor que mais preocupa. Alisson colocou em dúvida sua permanência e terá 37 anos no Mundial da Espanha, Portugal e Marrocos. Entre os zagueiros, todos os jogadores que defenderam o Brasil nos Estados Unidos terão mais de 32 anos.
Gabriel Magalhães é tratado como a principal certeza da zaga. Marquinhos, Douglas Santos e Danilo podem não permanecer até a próxima Copa. Ederson e Weverton tendem a ser substituídos por novos goleiros. Casemiro e Fabinho deixaram os Estados Unidos em clima de despedida, e Éderson é o único nome entre os convocados do último Mundial considerado para a função, embora tenha atuado pouco.



