Um ataque dos hutis contra alvos no sudoeste da Arábia Saudita deixa 73 pessoas feridas e amplia os confrontos ligados ao controle de rotas estratégicas de petróleo. A ofensiva ocorre nesta terça-feira, 8, e atinge o Aeroporto Internacional de Abha, a base aérea Rei Khalid e instalações da Aramco em Abha e Jizan.
O porta-voz do grupo, Yahya Saree, afirma que a ação usa dezenas de mísseis balísticos e drones. Ele apresenta o ataque como resposta a “121 bombardeios” realizados por Riad no Iêmen nos últimos três dias. Os hutis são apoiados pelo Irã e controlam a maior parte das áreas povoadas do Iêmen, incluindo a capital.
A coalizão militar internacional liderada pela Arábia Saudita e aliada ao governo iemenita confirma o número de feridos. Relatos indicam que a operação está entre as maiores contra a Arábia Saudita desde que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, em fevereiro.
Disputa por acessos marítimos
O conflito no Iêmen se prolonga há mais de uma década. Os combates entre forças do governo, apoiadas pela Arábia Saudita, e os hutis foram retomados na última quinta-feira, depois do colapso, em julho, do cessar-fogo firmado em 2022.
No domingo, os confrontos no sudoeste do país deixam mais de 140 mortos. A ofensiva huti busca bloquear o acesso à cidade portuária de Mocha e avançar em direção às áreas próximas do Estreito de Bab el Mandeb, passagem relevante para o transporte de petróleo saudita após o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã.
Os hutis também atacam petroleiros sauditas no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, em meio ao bloqueio anunciado em julho contra a frota saudita. A medida ameaça o transporte da produção do país, maior exportador mundial de petróleo, para os mercados internacionais. Fontes militares e médicas dos dois lados contabilizam mais de 300 combatentes e alguns civis mortos desde quinta-feira.



