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Ataques houthis deixam feridos e atingem instalações de energia na Arábia Saudita

Ofensiva alcança quatro cidades sauditas, reduz o tráfego marítimo e aumenta a pressão sobre o mercado internacional de energia.

Ataques houthis deixam feridos e atingem instalações de energia na Arábia Saudita

Ataques atribuídos ao movimento houthi deixam ao menos 73 pessoas feridas e atingem instalações de energia em quatro cidades no sul da Arábia Saudita. Incêndios são registrados nos locais, enquanto bombeiros e equipes de emergência trabalham no controle das chamas.

O Ministério da Energia saudita confirma que houve feridos, mas não informa a extensão dos danos nem identifica quais empreendimentos foram atingidos. A coalizão liderada por Riad no Iêmen afirma que as vítimas foram atendidas após os ataques desta terça-feira (8).

Em comunicado na rede social X, o coronel Turki al-Malki, porta-voz da força militar, promete uma reação. “A coalizão tomará todas as medidas operacionais necessárias para deter essa milícia terrorista e confrontará resolutamente sua abordagem hostil”, declara.

O movimento houthi é apoiado por Teerã, controla as regiões mais populosas do Iêmen e mantém domínio sobre grande parte do norte do país. A ofensiva ocorre depois de o governo iraniano alertar que estruturas de petróleo e gás, inclusive as vinculadas aos Estados Unidos, estavam vulneráveis.

Restrição no Golfo

O Irã anuncia que pretende criar nos próximos dias uma área marítima restrita no Golfo e divulgar mapas de um corredor de navegação pelo Estreito de Ormuz. O governo ainda não apresenta um calendário para publicar as regras.

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, diz à televisão estatal que a área começará no ponto em que Teerã afirma ter início o bloqueio norte-americano. Navios que entrarem no perímetro poderão ser incluídos em uma lista iraniana de sanções.

Rezaei também afirma, em uma publicação no X, que a resposta iraniana incluirá medidas econômicas e militares. Ele menciona “novos mísseis” e diz que a postura diante de navios de guerra e bases dos Estados Unidos foi alterada.

O armamento citado pode ser o Qassem Basir, projétil balístico que, conforme veículos iranianos, teria sido lançado contra navios militares norte-americanos próximos ao Estreito de Ormuz. As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmam que suas embarcações evitaram possíveis ataques com mísseis.

Efeito sobre o petróleo

As cotações do petróleo sobem aos maiores níveis em mais de seis semanas. O mercado reage ao risco de interrupções simultâneas no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz, rotas estratégicas do comércio mundial.

O tráfego de navios mercantes volta a cair nesta semana. Desde julho, os houthis afirmam manter um bloqueio naval contra a Arábia Saudita e atacam embarcações ligadas ao país.

Antes da guerra, cerca de um quinto dos carregamentos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo Estreito de Ormuz. O conflito começa em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançam ataques contra o programa nuclear iraniano, a capacidade militar de Teerã e o apoio do governo a grupos armados da região.

Donald Trump afirma nas redes sociais que uma vitória contra Teerã reduzirá rapidamente os preços. “Os preços do petróleo cairão vertiginosamente, assim como tudo está caindo — mas ainda mais — quando VENCERMOS a guerra com o Irã”, escreve o presidente dos Estados Unidos.

As novas ameaças iranianas, a ofensiva houthi e a diminuição da navegação comercial mantêm instalações energéticas, bases militares e corredores marítimos no centro da escalada regional.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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