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Canadá apoia aproximação com a União Europeia e enfrenta crítica de Trump

Mark Carney defende cooperação com a UE, enquanto Donald Trump ameaça impor tarifas caso a proposta seja considerada hostil.

Canadá apoia aproximação com a União Europeia e enfrenta crítica de Trump
Foto: Mandel NGAN, Dave Chan/AFP

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, apoia a proposta de aproximação do país com a União Europeia (UE) e afirma que os dois lados se fortalecem juntos. A iniciativa prevê que Ottawa se torne um “membro associado” do bloco europeu.

Carney falou nesta quinta-feira, 17, durante discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França. Para ele, a cooperação deve ampliar a resiliência dos parceiros sem criar uma estrutura voltada ao domínio de outros países.

“Não estou propondo um 3º bloco para nos tornarmos um rival de superpotência apenas com melhores modos”, disse o premiê. Ele afirmou ainda que a parceria busca proteger mercados abertos, soberania, integridade territorial, liberdades, democracias e o Estado de direito.

Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor novas tarifas contra a UE se considerar hostil o aprofundamento dos vínculos com o Canadá. Ele também classificou a proposta como “risível” e disse que poderia interromper o comércio com a Europa em muitos produtos.

A Comissão Europeia rejeita a interpretação de que a iniciativa seja uma ação contra os Estados Unidos. O porta-voz Olof Gill afirma que o fortalecimento das relações com o Canadá “não é contra ninguém”, mas amplia a capacidade conjunta dos parceiros.

Proposta e medidas comerciais

Na quarta-feira 16, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs que o Canadá seja o primeiro “membro associado” da UE. Ela citou cooperação em tecnologia, defesa e energia, e convidou Carney a trabalhar para abrir esse caminho. O anúncio provocou aplausos no Parlamento Europeu.

A aproximação ocorre enquanto Canadá e UE estreitam relações após medidas tarifárias e novas ameaças comerciais dos Estados Unidos. Daqui a duas semanas, o governo americano deve proibir a importação de laticínios, motocicletas e da maior parte das bebidas alcoólicas canadenses.

A medida foi anunciada na terça-feira 8, depois de o Canadá impor tarifas de 27 bilhões de dólares canadenses (US$ 20 bilhões) sobre produtos americanos. O governo de Trump diz que pretende responder às tarifas canadenses e proteger a produção doméstica, com base na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930.

No ano passado, Estados Unidos e Canadá movimentaram quase US$ 900 bilhões em comércio. As novas restrições foram anunciadas após o fracasso, no mês passado, das negociações para um acordo comercial entre os dois governos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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