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UE propõe ao Canadá status inédito de membro associado do bloco

Ursula von der Leyen defende ampliar a cooperação com o Canadá em tecnologia, defesa e energia diante das tensões comerciais com os EUA.

UE propõe ao Canadá status inédito de membro associado do bloco
Foto: Thierry Monasse/Getty Images

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propõe que o Canadá se torne o primeiro membro associado da União Europeia (UE). A iniciativa prevê ampliar a cooperação entre os dois lados em tecnologia, defesa e energia.

A proposta é apresentada nesta quarta-feira, 16, durante um discurso no Parlamento Europeu. Von der Leyen afirma que pretende trabalhar com o governo canadense para abrir essa possibilidade. A declaração é recebida com aplausos pelos eurodeputados.

O status de membro associado não é definido juridicamente pelos tratados da UE. A Alemanha já propôs a medida para a Ucrânia, com a possibilidade de participação em reuniões e cúpulas europeias, mas sem direito a voto.

Aproximação entre Canadá e União Europeia

Canadá e UE estreitam os vínculos nos últimos meses em meio à hostilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à imposição de tarifas. Von der Leyen afirma que o acordo econômico entre as partes elevou o comércio em mais de 75% em menos de uma década.

A presidente da Comissão Europeia defende a necessidade de reinventar as alianças. O gabinete de Carney afirma que o Canadá fortalece suas relações com parceiros de confiança em um cenário mais perigoso e dividido.

Carney é o primeiro chefe de um governo estrangeiro a assistir a um discurso sobre o estado da União Europeia. Ele deve falar na quinta-feira aos eurodeputados em Estrasburgo.

O Canadá também espera concluir um acordo para que o Banco Europeu de Investimento financie projetos canadenses de minerais críticos, segundo o embaixador canadense na UE, Jonathan Wilkinson.

Escalada comercial com os Estados Unidos

Daqui a duas semanas, os Estados Unidos devem proibir a importação de produtos canadenses, incluindo laticínios, motocicletas e a maior parte das bebidas alcoólicas. A medida, anunciada na terça-feira 8, ocorre depois de o Canadá impor tarifas de 27 bilhões de dólares canadenses (US$ 20 bilhões) sobre produtos americanos.

O governo de Donald Trump diz que as restrições respondem às tarifas canadenses e protegem a produção doméstica. A aplicação ocorre com base na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930.

No ano passado, Estados Unidos e Canadá movimentaram quase US$ 900 bilhões em comércio. As novas restrições são anunciadas após o fracasso, no mês passado, das negociações para um acordo comercial entre os dois governos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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