ORIENTE MÉDIO — Fotografias registram danos provocados por ataques iranianos com mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos na Arábia Saudita e no Kuwait. As imagens mostram estragos em aeronaves, edifícios, alojamentos e veículos.
Na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, um Boeing E-3 Sentry aparece com a parte traseira atingida. A cauda está separada da fuselagem, que também apresenta marcas de incêndio. A aeronave utiliza um radar rotativo em missões de vigilância e coleta de informações aéreas.
Outros registros da base mostram prédios e alojamentos danificados. Paredes de concreto do tipo “T-wall” permanecem de pé ao lado das estruturas atingidas. As Forças Armadas dos EUA usam essas barreiras para proteção contra ameaças como granadas e morteiros.
Camp Buehring, no Kuwait, também aparece entre os locais com danos. A instalação serve de apoio para tropas terrestres do Exército estadunidense, veículos blindados e algumas aeronaves. O acampamento fica em uma área desértica a noroeste da Cidade do Kuwait.
Relatório estima perdas de até US$ 3,7 bilhões
Um relatório do inspetor-geral do Departamento de Defesa dos EUA calcula perdas de equipamentos de até US$ 3,7 bilhões. O documento inclui quase 60 aeronaves entre os bens afetados e representa a primeira prestação obrigatória desse tipo encaminhada ao Congresso sobre o conflito.
O Comando Central dos Estados Unidos, conhecido como Centcom, informou ao órgão de fiscalização que ataques iranianos atingiram posições militares americanas no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia. Ao todo, os ataques alcançaram instalações em oito países da região.
Militares da ativa forneceram as fotografias sob condição de anonimato, devido às restrições à comunicação com a imprensa. Um militar destacado para a região afirmou que a extensão dos danos não chegou ao público americano: “Este é um dano significativo às nossas bases que não foi comunicado ao público americano.”
Ele também questionou a proteção das posições dos EUA: “Não estamos defendendo essas bases.” O militar contestou ainda o uso do termo “squirters”, empregado pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, para se referir a projéteis que ultrapassaram as defesas americanas.
Hegseth usou a expressão após o ataque de 1º de março ao Porto de Shuaiba, no Kuwait, que matou seis militares dos EUA. O Pentágono não respondeu ao pedido de comentário sobre as imagens e os danos registrados.




