Vinte e cinco anos após os ataques às Torres Gêmeas, os Estados Unidos direcionam parte das homenagens do 11 de Setembro à educação das novas gerações. Cerca de 100 milhões de americanos não eram nascidos ou eram jovens demais para lembrar do evento, segundo Beth Hillman, presidente do Museu e Memorial do 11 de Setembro.
Na próxima sexta-feira, 11, o presidente Donald Trump participa da cerimônia no Pentágono, em Washington. O vice-presidente JD Vance e os ex-presidentes Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush estarão no Marco Zero, no sul de Manhattan, onde ocorreu o ataque que matou 2.977 pessoas.
A ausência de Trump em Nova York provoca debate. O presidente classifica como “inventada” a informação de que não participará da cerimônia no local por causa de uma regra que restringe discursos políticos para manter o evento apartidário. No Marco Zero, familiares leem os nomes das 2.977 vítimas a partir do horário em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte.
Memória para novas gerações
O memorial recebe 2,4 milhões de visitantes por ano e passou a priorizar atividades educativas. Voluntários compartilham relatos pessoais com os mais jovens. Logan Miller, de 32 anos, perdeu o avô e um tio nos atentados e afirma que os jovens fazem mais perguntas, enquanto pessoas mais velhas muitas vezes evitam o tema por medo de ofender.
Holly Kafka, de 61 anos, defende a visita presencial ao memorial, formado por dois grandes espelhos d’água sobre as fundações das torres. Para ela, a experiência ajuda a preservar o legado do ataque.
Os 19 integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões. Além das mortes imediatas, mais de 9.400 pessoas morreram posteriormente por doenças relacionadas aos ataques, conforme o programa federal de assistência médica.
A cidade prepara dois feixes de luz no céu para simbolizar as torres destruídas. Enquanto isso, o julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, apontado como mentor dos ataques e tenente de Osama bin Laden, está marcado para junho de 2028. Ele permanece preso na base de Guantánamo, em Cuba, há duas décadas.



