O Estreito de Ormuz continua bloqueado pelo Irã, que condiciona a reabertura do canal ao cumprimento de exigências apresentadas aos Estados Unidos. Antes da guerra, a passagem concentrava 20% do transporte de petróleo e gás do planeta.
As condições incluem o fim da guerra em todos os fronts, o desbloqueio de fundos iranianos congelados e a suspensão do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. O país mantém o tráfego interrompido desde o início do conflito, enquanto os norte-americanos bloqueiam portos iranianos.
As exigências foram transmitidas por mediadores, entre eles o Catar, afirmou no sábado o general Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional. O tema também foi confirmado por Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano e presidente do Parlamento do país.
“Nossas mensagens e a explicação de nossas condições por meio de mediadores foram transmitidas de forma clara à outra parte”, disse Ghalibaf à televisão estatal.
O representante iraniano declarou que não será possível retomar a situação anterior às negociações e abrir o Estreito de Ormuz enquanto as condições não forem atendidas e os compromissos assumidos pelos Estados Unidos não forem respeitados. Rezaei falou sobre o assunto em entrevista ao canal Al Jazeera.



