O Irã afirma que não há negociações previstas neste momento com os Estados Unidos, mas mantém aberta a possibilidade de uma solução diplomática para a guerra entre os dois países. A informação é divulgada nesta segunda-feira, 28, pela agência oficial iraniana Irna, com base em uma fonte próxima à delegação que participa da Assembleia Geral das Nações Unidas.
“A delegação iraniana presente em Nova York (para a Assembleia Geral das Nações Unidas) não tem intenção de negociar com os Estados Unidos”, diz a fonte citada pela agência.
A declaração ocorre depois de Donald Trump rejeitar uma proposta iraniana para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota para o comércio internacional de petróleo. O plano previa a retomada da passagem em sete dias após a implementação de um acordo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirma que um entendimento negociado é a única forma de encerrar o conflito, iniciado em fevereiro após ataques americanos e israelenses contra território iraniano. Ele condiciona qualquer medida para reabrir Ormuz ao cumprimento das condições apresentadas por Teerã.
“Nossas condições são claras, e qualquer movimento em direção à reabertura do Estreito de Ormuz está condicionado ao cumprimento dessas condições”, escreve Araqchi nas redes sociais.
Críticas ao governo americano
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também defende o diálogo e afirma que cabe aos Estados Unidos decidir se querem encerrar ou prolongar a guerra. Em entrevista exibida na quinta-feira, 24, ele diz que o Irã não pretende manter o conflito e aceita negociar desde que o acordo respeite as normas do direito internacional.
Pezeshkian critica ainda o fim do cessar-fogo firmado em junho e questiona o rompimento do entendimento pouco depois da assinatura. Para ele, a data das eleições legislativas americanas não altera a disposição iraniana para negociar.



