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Teerã condiciona reabertura de Ormuz a acordo com Washington

Ministro Abbas Araqchi afirma que apenas uma negociação pode encerrar o conflito e mantém condições para liberar a passagem marítima.

Teerã condiciona reabertura de Ormuz a acordo com Washington
Foto: Sayed Hassan/Getty Images

O Irã mantém a reabertura do Estreito de Ormuz condicionada ao cumprimento de suas exigências e afirma que uma negociação com os Estados Unidos é o caminho para encerrar a guerra. A posição é apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, após Donald Trump rejeitar uma proposta para liberar a passagem marítima.

Araqchi diz que o plano previa a retomada do tráfego em sete dias depois da implementação de um acordo. Ele havia anunciado a iniciativa na sede das Nações Unidas, em Nova York. Na véspera, Trump afirmou que as autoridades iranianas queriam um entendimento porque estavam “perdendo terreno de forma estrondosa”.

“Nossas condições são claras, e qualquer movimento em direção à reabertura do Estreito de Ormuz está condicionado ao cumprimento dessas condições”, escreveu o chanceler iraniano nas redes sociais. Em seguida, defendeu que somente uma solução negociada pode superar o impasse.

Posição do presidente iraniano

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também afirma que Teerã não quer prolongar o conflito, iniciado em fevereiro. Para ele, cabe aos Estados Unidos decidir se pretendem encerrar ou continuar a guerra.

Em entrevista exibida na noite de quinta-feira, 24, Pezeshkian defendeu o diálogo e disse que o Irã aceita negociar desde que o eventual acordo respeite as normas do direito internacional. O presidente iraniano também atribuiu a Israel a instigação do conflito e criticou o fim do cessar-fogo firmado em junho.

“Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar”, afirmou. Ele questionou ainda por que o entendimento foi rompido pouco depois da assinatura.

Pezeshkian declarou que um acordo seria possível se o governo americano agisse dentro das estruturas jurídicas internacionais. Também disse que, para Teerã, não faria diferença se a decisão ocorresse antes ou depois das eleições legislativas americanas, marcadas para 3 de novembro.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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