A maioria dos chefes de Estado evita comentar o resultado do primeiro turno da eleição presidencial brasileira, vencido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputará a segunda rodada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aliados do bolsonarismo, porém, publicam mensagens de apoio ao candidato nas redes sociais.
Flávio Bolsonaro alcança 47% dos votos válidos, contra 45,1% de Lula. A diferença é de aproximadamente 2,3 milhões de votos, e a próxima votação está marcada para 25 de outubro.
Javier Milei, presidente da Argentina, parabeniza Flávio Bolsonaro no X e afirma que “a liberdade avança no Brasil”. O argentino chama o senador de “querido amigo”, classifica Lula como “comunista” e diz esperar uma cooperação entre Argentina e Brasil nas áreas comercial, cultural e política.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também felicita Flávio pela votação e deseja “boa sorte na final”. Ele afirma que pretende restaurar a amizade entre Israel e Brasil. Durante o conflito em Gaza, Lula denuncia como “genocídio” a situação do povo palestino, e o governo israelense o declara persona non grata.
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, reconhece Flávio como vencedor do primeiro turno e afirma que o Brasil tem peso decisivo no futuro da América Latina. Ela declara esperança de que a Venezuela deixe para trás o comunismo, a violência e o crime.
Na Colômbia, o presidente eleito Abelardo De La Espriella declara apoio ao senador e afirma que “a verdadeira mudança é derrotar a esquerda”. Ele também envia um abraço a Flávio e publica lemas conservadores.
Manifestações nos Estados Unidos
Elon Musk comenta uma publicação sobre a política brasileira e acusa a USAID de promover interferência eleitoral e mudança de regime em diferentes países. A mensagem repercute entre apoiadores da direita que comemoram a liderança de Flávio Bolsonaro.
Donald Trump não comenta o resultado brasileiro. Ele elogia a rapidez da apuração no país e afirma que a demora na contagem de votos nos Estados Unidos abre espaço para “fraude”. O presidente americano também chama as eleições dos Estados Unidos de “corruptas”.



