Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Mundo

Suleyman diz que disputa com a China não deve barrar regras para IA

Executivo da Microsoft defende padrões de segurança e limites claros para sistemas de inteligência artificial, em contraste com Donald Trump.

Suleyman diz que disputa com a China não deve barrar regras para IA

O chefe de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, afirma que a disputa tecnológica entre os Estados Unidos e a China não deve ser usada para impedir a adoção de medidas de segurança para sistemas de inteligência artificial.

Para Suleyman, os Estados Unidos precisam avançar em suas próprias proteções independentemente da competição com Pequim. “Não acho que devamos usar a China como bode expiatório para justificar não avançarmos em nossos próprios esforços” de segurança em IA, declarou.

O executivo também defende que a criação de normas não precisa reduzir o ritmo do desenvolvimento tecnológico. Na avaliação dele, regras comuns podem estabelecer parâmetros mínimos, aumentar a segurança e manter os sistemas sob controle humano.

“A regulamentação não deveria ser vista como algo ruim”, afirmou Suleyman. Ele descreveu a regulação como a criação de normas e padrões compartilhados e disse que isso não precisa fazer o setor avançar mais devagar.

Limites para sistemas de IA

Durante a entrevista, Suleyman defendeu que os desenvolvedores estabeleçam objetivos delimitados para os modelos. Segundo ele, os sistemas devem seguir um código humanista, com limites claros definidos por quem atua no setor.

A equipe de inteligência artificial da Microsoft publicou um manifesto com orientações para o desenvolvimento das tecnologias da companhia. Entre os objetivos está manter os seres humanos no controle dos futuros sistemas de IA produzidos pela empresa.

Suleyman também fez críticas públicas à linguagem usada em documentos sobre o desenvolvimento do Claude, família de modelos de linguagem da Anthropic. A manifestação representou uma cobrança pública a uma empresa que, assim como a Microsoft, afirma estar comprometida com o desenvolvimento responsável da inteligência artificial.

Divergência com Trump

As declarações do executivo contrastam com a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele defende a expansão acelerada da indústria de inteligência artificial e rejeita novas restrições federais.

Trump afirma que não pretende impedir ou sufocar o crescimento do setor e diz que os Estados Unidos estão à frente da China na área. O presidente também anunciou a intenção de criar uma força-tarefa dedicada à inteligência artificial e indicar um “czar da IA”.

O diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, Michael Kratsios, defende regras conforme o setor e o uso da tecnologia, em vez de uma regulamentação uniforme. Para ele, empresas que considerarem seus próprios sistemas inseguros podem interromper voluntariamente o desenvolvimento.

Kratsios também afirma que a segurança deve ser analisada conforme a aplicação e o setor específico. Ele classifica como alarmismo os apelos no Congresso por novos mecanismos de proteção.

Para Suleyman, a competição internacional não elimina a necessidade de salvaguardas. Ele defende a redução da retórica de confronto entre China e Estados Unidos e a adoção de padrões capazes de limitar riscos para os dois países.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.