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O que lobos, abelhas e porcos ensinam sobre cuidado e sobrevivência

Jay Griffiths relaciona comportamentos animais a saúde, ética, cooperação social e preservação ambiental em novo livro.

O que lobos, abelhas e porcos ensinam sobre cuidado e sobrevivência
Foto: Simon Prosser/Reprodução

A escritora britânica Jay Griffiths defende que observar os animais pode ajudar os seres humanos a enfrentar doenças, perigos e desafios coletivos. A ideia está no livro Como Os Animais Nos Curam, publicado pela Editora Zahar, que combina mitos, tradições e referências científicas sobre a relação entre pessoas e outras espécies.

Um dos relatos reunidos pela autora é o de Lulu, uma porca de barriga de pote criada dentro de casa pela americana Jo Ann. Quando a dona sentiu fortes dores no peito, estava sozinha e não conseguia ser ouvida. Lulu saiu por uma passagem estreita, tentou interromper o trânsito ao se deitar na pista e só conseguiu chamar a atenção de um motorista na terceira tentativa. Depois, levou o homem até a casa. Ele chamou uma ambulância, e Jo Ann sobreviveu.

Para Griffiths, a história revela mais do que a capacidade de um animal socorrer uma pessoa. A insistência de Lulu, mesmo depois das primeiras tentativas fracassarem, mostra uma ação deliberada, segundo a escritora.

Saúde e aprendizado coletivo

O livro também aborda a terapia assistida por animais, usada inclusive em hospitais, e estudos que apontam efeitos de cães e gatos contra depressão e hipertensão. A autora amplia o tema para espécies que vivem longe das casas: o lobo aparece como referência de ética; o corvo, de curiosidade; o salmão, de generosidade; e a aranha, de paciência.

Griffiths afirma que os animais estão ligados à origem das cidades e dos hospitais em mitos de diferentes culturas. Ela lembra que a serpente continua associada à cura no símbolo da medicina ocidental e no logotipo da Organização Mundial da Saúde. Para a autora, esquecer essa relação também afasta as pessoas da percepção de que outras espécies são conscientes, pensam, riem e sonham.

Segundo Griffiths, os lobos oferecem exemplos de cooperação. Na alcateia, o animal mais faminto costuma comer primeiro, adultos dividem o cuidado com os filhotes, e os integrantes ajudam os doentes e feridos e compartilham alimento com os que já não conseguem caçar. Cães e macacos-prego, afirma ela, também podem ensinar sobre justiça e equidade.

As abelhas, por sua vez, são apresentadas como exemplo de decisão por consenso. As batedoras avaliam um local e comunicam o que encontraram; a escolha ocorre quando todas dançam em conjunto.

Crise ambiental

A escritora também critica a crueldade normalizada das criações industriais. Ela relaciona a alimentação de animais de criação com soja cultivada em grandes áreas da Amazônia, processo que destrói habitats, derruba árvores e elimina os espaços ocupados por animais selvagens, como as onças.

Para Griffiths, a crise climática e ambiental envolve falta de atenção aos insetos, dos quais os seres humanos dependem para sobreviver. Ela também defende que a sociedade moderna escute conhecimentos indígenas, que há muito tempo associam os animais à cura.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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