O primeiro turno da eleição presidencial deste domingo, 4, não terá pesquisa boca de urna. A divulgação dos resultados oficiais pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa às 17h, mesmo horário em que a legislação permite publicar levantamentos feitos no dia da votação. Com a apuração oficial avançando rapidamente, a pesquisa perde utilidade para os institutos, que também consideram elevado o custo da operação.
A pesquisa boca de urna entrevista eleitores que deixam os locais de votação. As perguntas são sobre a escolha feita na urna, e não sobre a intenção de voto. As respostas são reunidas em uma estimativa estatística do resultado.
Divulgação e apuração
A modalidade segue permitida pela Justiça Eleitoral. A publicação pode ocorrer a partir das 17h, pelo horário de Brasília, quando também começa a divulgação da totalização dos votos pelo TSE.
Em 2026, os dados oficiais serão atualizados conforme os boletins de urna forem recebidos e processados. A unificação do horário de votação, adotada a partir de 2022, também reduziu o intervalo entre o fim da votação e o avanço da apuração. As seções funcionam das 8h às 17h pelo horário de Brasília em todo o país, inclusive em regiões com outros fusos.
Eleitores que estiverem na fila às 17h mantêm o direito de votar. Por isso, o encerramento da votação ocorre no mesmo horário de Brasília, sem necessidade de aguardar o fechamento das seções em outras partes do território.
Custo da operação
A realização exige uma estrutura para entrevistar muitos eleitores, processar as respostas e preparar a divulgação em poucas horas. Em 2022, institutos já apontavam que o investimento teria utilidade cada vez mais breve diante da velocidade da apuração oficial.
A pesquisa não se confunde com o crime de boca de urna. O levantamento trata estatisticamente de votos já registrados. Já o crime envolve tentar influenciar a escolha do eleitor no dia da votação, com pedidos de voto, distribuição de propaganda ou arregimentação de pessoas.



