A equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que ele deve manter distância de Alexandre de Moraes, mas sem transformar o ministro ou o Supremo Tribunal Federal em alvo de ataques. Moraes é apontado como um dos protagonistas da crise que atinge a Corte há algumas semanas.
A orientação interna é afastar a crise do Supremo do grupo de campanha de Lula. Ao mesmo tempo, a avaliação é que o presidente não pode adotar uma postura semelhante à dos bolsonaristas, que, conforme a leitura da equipe, sempre lideraram ataques às instituições.
Desde a sessão do Supremo na terça-feira, Lula combina gestos de distanciamento e elogios ao ministro. Ao defender que a verdade seja revelada doa a quem doer, o presidente sinaliza afastamento. Em outra frente, reconhece iniciativas de Moraes ao longo da carreira jurídica, como a condução do julgamento da tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para a campanha, Lula acerta ao preservar uma distância protocolar, sem abandonar Moraes nem a própria Corte aos ataques. A estratégia busca separar o presidente da crise, mantendo críticas e elogios em medidas distintas.



