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Diário de sargento britânico resgata ajuda chinesa no naufrágio do Lisbon Maru

Kenneth Salmon conclui manuscrito do pai, sobrevivente do episódio que matou 843 prisioneiros de guerra em 1942.

Diário de sargento britânico resgata ajuda chinesa no naufrágio do Lisbon Maru

O manuscrito de um sargento britânico sobrevivente do naufrágio do Lisbon Maru é publicado mais de duas décadas depois da morte do autor. Andrew Salmon registrou a fuga do navio e o resgate feito por pescadores chineses durante o episódio ocorrido em outubro de 1942.

O livro, intitulado “Surviving the Lisbon Maru”, é concluído por Kenneth Salmon, filho de Andrew, e lançado este ano. O projeto utiliza o manuscrito inacabado do sargento, baseado em seu diário de guerra, além de relatos de outros sobreviventes e textos escritos por Kenneth.

O naufrágio e o resgate

O Lisbon Maru, requisitado pelos japoneses, transportava mais de 1.800 prisioneiros de guerra britânicos quando foi torpedeado por um submarino dos Estados Unidos perto de Dongji, em Zhoushan, no leste da China. Enquanto o navio afundava, pescadores locais participaram do resgate.

Registros históricos indicam que 198 pescadores chineses ajudaram 384 prisioneiros de guerra a chegar a um local seguro. Ao todo, 843 prisioneiros morreram. Parte afundou com o navio; outros se afogaram ou foram mortos por soldados japoneses durante a tentativa de fuga.

Andrew Salmon passou cerca de duas horas na água antes de encontrar outro sobrevivente, conhecido como “Ginger” Howell, sobre um destroço. Howell falava o dialeto de Shanghai e chamou um pescador em um sampana. Os dois foram levados para uma praia e passaram a noite em uma ilha desabitada, onde se amontoaram para se aquecer.

Depois, um pescador os levou para uma ilha maior, onde receberam comida e roupas. Mais tarde, os sobreviventes foram recapturados por soldados japoneses.

A conclusão do livro

Andrew queria publicar o relato, mas morreu em 2000 sem realizar o desejo. Kenneth afirma que se sentia culpado por não ter feito algo com o manuscrito e sabia que a publicação era o último desejo do pai.

A decisão de concluir o projeto tomou forma em 2024, após o lançamento do documentário “The Sinking of the Lisbon Maru” e o incentivo de pessoas próximas. Kenneth também incluiu seu relato sobre visitas a Dongji em 2024 e 2025, feitas para homenagear as águas ligadas à experiência vivida pelo pai.

Em uma dessas passagens, ele descreve o lançamento ao mar de uma coroa de papoulas com a foto de Andrew ao centro. A coroa havia adornado o caixão do pai em 2000.

Para Kenneth, os relatos dos sobreviventes mostram que as guerras são travadas por pessoas comuns. Ele afirma que a história expõe “o melhor e o pior da natureza humana em meio à guerra” e oferece uma perspectiva pessoal sobre a tragédia.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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