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Fachin libera parte do caso Master, mas mantém investigações sob sigilo

Decisão permite acesso dos ministros do STF a todo o material, mas preserva diligências e suspeitas envolvendo parlamentares.

Fachin libera parte do caso Master, mas mantém investigações sob sigilo
Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou o levantamento de parte do sigilo da investigação do caso Master. Permanecem protegidos por segredo de Justiça trechos considerados importantes, incluindo suspeitas envolvendo o senador Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro.

A ordem foi cumprida na noite de quinta-feira, 10, pelo ministro André Mendonça, relator do caso. O sigilo da Pet 15.556 e dos procedimentos relacionados foi retirado, com exceção de diligências cuja proteção seja considerada necessária para a realização das medidas.

Ao mesmo tempo, Fachin determinou que os gabinetes dos dez ministros do STF tenham acesso a todo o conteúdo da investigação, inclusive às partes que continuam sob sigilo. Uma cadeira da Corte está vaga.

A medida ocorre após Mendonça tornar público um braço da apuração que apontou conexões suspeitas entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master há alguns meses por causa de suspeitas que também pairavam sobre ele.

Entre os trechos ainda protegidos estão as suspeitas de que Jaques Wagner teria recebido um apartamento de luxo em Salvador do banco Master em troca de atuação favorável aos interesses da instituição no Congresso. Também continua em segredo o teor da investigação sobre Flávio Bolsonaro.

A apuração revelou que Flávio é investigado e incluiu informações sobre pagamento de propina a servidores do Banco Central. A decisão de Fachin, no entanto, preserva linhas da investigação que ainda estão em andamento pela Polícia Federal.

Na determinação, Fachin solicita a Mendonça o envio, em HD próprio, à Presidência e aos gabinetes dos ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556. O material inclui partes cujo sigilo permanece necessário para proteger diligências em curso.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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