O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeita acusações da gestão de Donald Trump de que o Brasil não adota medidas suficientes contra o narcotráfico. A manifestação é divulgada nesta quarta-feira (16), em nota oficial.
O governo brasileiro afirma que os Estados Unidos ignoram ações nacionais de combate ao crime organizado e a cooperação existente entre os dois países. A nota também nega falhas ou omissões no enfrentamento às organizações criminosas transnacionais.
Em 15 de setembro, a administração Trump enviou ao Congresso dos Estados Unidos uma lista anual com 23 países identificados como principais produtores ou rotas de trânsito de drogas. O Brasil não aparece na relação, mas o governo Lula afirma que o país é alvo de críticas no documento.
Entre as medidas citadas está a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026. Segundo o governo, a legislação prevê penas mais severas para líderes de facções e mecanismos para reduzir a capacidade de operação desses grupos.
A nota também menciona dezenas de milhares de operações realizadas por forças federais, com prejuízos de bilhões de reais para criminosos. O governo cita ainda ações implementadas em 2026 no Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, com foco no enfraquecimento econômico das facções, no sistema prisional, na investigação de homicídios e no combate ao tráfico de armas.
Cooperação entre Brasil e Estados Unidos
O governo Lula afirma que os Estados Unidos não consideraram a cooperação bilateral já existente no combate ao crime organizado transnacional. Também informa que Lula entregou pessoalmente, em 7/5/2026, em Washington, uma proposta de medidas conjuntas contra a lavagem de dinheiro, além de ações de compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas. O Brasil, segundo a nota, ainda aguarda uma resposta do governo norte-americano.
A gestão federal declara que o combate ao crime organizado é uma prioridade permanente, conduzida por meio de inteligência, investigação, integração entre forças de segurança e cooperação internacional e jurídica. O governo afirma que continuará atuando de forma soberana e coordenada contra as organizações criminosas.



