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Lacres levam Polícia Científica a recusar perícia no caso Dark Horse

Documentos divulgados pelo STF apontam falhas na preservação de celulares, notebooks e pen-drives apreendidos em operação.

Lacres levam Polícia Científica a recusar perícia no caso Dark Horse
Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

A Polícia Científica de São Paulo recusou analisar celulares, notebooks e pen-drives apreendidos em uma operação ligada ao caso Dark Horse. Os peritos identificaram problemas nos lacres usados pela Polícia Civil e avaliaram que as embalagens não protegiam adequadamente os equipamentos antes dos exames técnicos.

Os documentos foram incorporados ao processo e divulgados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos laudos, o Instituto de Criminalística registra que os materiais chegaram sem garantias suficientes de preservação da cadeia de custódia, procedimento destinado a manter a integridade das provas desde a apreensão até o uso no processo.

A perita criminal Viviane Fleitas Menezes informou que os 13 sacos encaminhados tinham “vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados”. A abertura permitia o acesso físico aos aparelhos e poderia possibilitar a manipulação dos dados antes da perícia.

O problema também foi encontrado nos pen-drives. Conforme os documentos, quatro embalagens tinham abertura suficiente para que os dispositivos fossem retirados sem rompimento aparente do lacre.

Entrega e troca dos lacres

A operação ocorreu em 1º de junho. A Polícia Civil entregou os materiais ao Instituto de Criminalística dois dias depois, em 3 de junho. Após a avaliação das embalagens, os equipamentos foram devolvidos à custódia policial em 8 de junho.

Diante das falhas, o escrivão Mauro Sergio Gagliotti determinou a substituição das embalagens e a aplicação de novos lacres. No documento, ele afirmou que a medida era necessária para manter a cadeia de custódia.

A preservação adequada é relevante porque dúvidas sobre a integridade de objetos ou documentos podem levar as partes do processo a questionar a validade dessas provas. Os documentos divulgados pelo STF agora fazem parte das informações analisadas nas investigações relacionadas ao caso Dark Horse.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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