NOVA YORK — O presidente Lula participa nesta terça-feira, 22, da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Ele fará o discurso de abertura, como ocorre tradicionalmente com o Brasil, e deve defender o multilateralismo e uma reforma no Conselho de Segurança.
Lula também deve se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, além de cumprir compromissos bilaterais durante a passagem pelos Estados Unidos. Na semana passada, em discurso a apoiadores em Brasília, o presidente disse que pretende encontrar o mandatário norte-americano, Donald Trump, para pedir que não interfira nas eleições de outubro.
A agenda internacional também é usada pelo governo no debate político interno. A estratégia inclui destacar a soberania nacional, retirar o foco da crise institucional no STF e tentar separar Lula do principal oponente nas pesquisas de intenção de voto, Flávio Bolsonaro (PL).
Agenda da comitiva
A delegação brasileira inclui ministros do governo. O chanceler Mauro Vieira permanece em Nova York ao longo de toda a semana e preside, na quinta-feira, 24, a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).
Na quarta-feira, 23, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, participa do encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa liderada pelo Brasil no G20.
A previsão é que Lula volte ao Brasil logo após o discurso de abertura para retomar atividades de campanha pela reeleição.



