NOVA YORK — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo, 20, para os Estados Unidos, onde participa da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. A defesa da soberania brasileira e a rejeição à interferência estrangeira nas eleições estão entre os temas da agenda presidencial.
Lula faz na terça-feira, 22, o discurso de abertura do debate geral da ONU. Donald Trump deve falar logo depois. A proximidade pode permitir uma conversa informal entre os dois presidentes, mas não há reunião bilateral prevista oficialmente.
Eleições brasileiras
A viagem ocorre a duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras. Lula afirmou, durante um compromisso em Ceilândia, no Distrito Federal, na quarta-feira, 16, que pretende dizer a Trump para não interferir no processo eleitoral brasileiro, caso tenha a oportunidade de conversar com ele.
No discurso da ONU, porém, a abordagem deve ser mais ampla. Lula deve defender o direito de cada país de resolver seus assuntos internos sem interferência estrangeira, sem citar Trump diretamente. O governo brasileiro também pretende falar sobre multilateralismo e fortalecimento das instituições internacionais.
Outro tema previsto é a cooperação internacional contra o crime organizado transnacional. A posição brasileira deve combinar ações coordenadas entre países com respeito à soberania territorial e ao direito internacional.
Questões comerciais também devem aparecer. Lula deve criticar medidas tarifárias unilaterais e defender que disputas comerciais sejam resolvidas por mecanismos multilaterais.
Fora da programação da ONU, o presidente deve se reunir na segunda-feira, 21, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. O encontro está previsto para ocorrer na residência do representante permanente do Brasil nas Nações Unidas.
A agenda internacional também inclui reforma do Conselho de Segurança da ONU, meio ambiente, multilateralismo e conflitos internacionais. Lula deve retornar ao Brasil na quarta-feira, 23.



