Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro reforçaram, no domingo, 4, os ataques que marcaram a disputa pela Presidência. Após votar, o presidente citou o Banco Master e afirmou que o Brasil não avançaria com um miliciano. Flávio acusou o governo de usar dinheiro e a máquina pública para interferir na eleição.
Lula votou por volta das 9h15 na Escola Estadual João Firmino, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Ele estava com o vice-presidente Geral Alckmin, Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, e as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet.
Sem mencionar Flávio nominalmente, Lula associou o adversário a temas que vinha explorando durante a campanha. O presidente também disse que os eleitores definiriam o rumo do país e que a apuração mostraria qual Brasil havia sido escolhido pela população. Depois da votação, ele seguiu para a capital paulista, onde acompanharia a apuração.
Flávio votou por volta das 8h, na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O candidato do PL estava com a mulher, Fernanda Bolsonaro, a mãe, Rogéria Bolsonaro, e os candidatos do partido Douglas Ruas e Carlos Jordy.
Após votar, Flávio classificou o domingo como um dia importante e afirmou que o governo havia usado dinheiro público e a estrutura estatal para tentar interferir na eleição. Ele também disse que uma eventual continuidade do grupo político no poder levaria à perseguição da imprensa, de políticos e dos brasileiros.
O candidato pediu apoio já na primeira rodada e solicitou aos eleitores um voto de confiança. As manifestações ocorreram poucas horas depois da abertura das urnas e mantiveram o confronto entre os dois grupos no dia da votação.



