O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), critica a quebra parcial do sigilo das investigações do Caso Master, determinada pelo ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho afirma que a decisão atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em uma rede social, o senador também cobra que a mesma medida seja aplicada aos inquéritos das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, e das milícias digitais, sob responsabilidade do ministro Flávio Dino. “Vou parabenizar o ministro Fachin, que atendeu o pedido do Lula”, escreveu.
Marinho volta a mencionar Lula ao defender a divulgação de informações do inquérito sobre o chamado orçamento secreto, conduzido por Dino. O senador afirma que a abertura dos dados permitiria à sociedade avaliar o que chamou de perseguição e descumprimento da lei atribuídos a Moraes.
Investigação sobre Flávio Bolsonaro
A quebra parcial do sigilo tornou público que Flávio Bolsonaro é investigado por suposta lavagem de dinheiro relacionada à produção executiva do filme Dark Horse, que narraria a vida de Jair Bolsonaro.
O senador teria pedido milhões de reais a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a obra. Flávio ainda não informou quanto foi repassado ou utilizado. O dinheiro teria sido enviado a um fundo nos Estados Unidos, administrado por pessoas ligadas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
As informações divulgadas ao público são parciais. Os demais dados foram disponibilizados aos ministros do STF, que podem consultar integralmente os processos conduzidos pelos colegas.



