André Mendonça alcançou o maior pico de menções entre os ministros acompanhados durante a sessão do Supremo Tribunal Federal que discute a possibilidade de investigar Alexandre de Moraes. Às 12h50, ele registrou 7.862 menções em cinco minutos e ultrapassou Moraes nas redes sociais.
O aumento ocorreu após uma sequência de confrontos entre os dois ministros. Moraes acusou Mendonça de mentir, disse que ele estaria a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe no país e questionou quem teria medo da Polícia Federal. Depois de uma dessas falas, as menções a Moraes subiram de 4.483 para 6.252 em cinco minutos.
Impedimentos e relatoria
A sessão extraordinária analisa a Petição 16.662 e também debate quem pode julgar Moraes e quais regras devem ser aplicadas. Kássio Nunes Marques declarou-se impedido por ter presidido anteriormente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dias Toffoli declarou-se suspeito por motivos pessoais.
A relatoria de Edson Fachin, presidente do STF, também entrou no centro da discussão. Na meia hora das 12h, o tema representou 16% das publicações monitoradas pelo Instituto Democracia em Xeque (DX), com dados do Talkwalker.
Entre 8h e 13h59, o julgamento gerou 73.200 menções de cerca de 29.000 autores. As publicações somaram 579,3 mil interações e tiveram alcance potencial de 7,5 bilhões de pessoas. O pico ocorreu pouco antes das 13h, seguido de queda após a suspensão da sessão para o horário eleitoral.
Disputa política
O termo golpe apareceu em 8% da base analisada, e 90% dessas publicações tiveram tom negativo. Gilmar Mendes depois rebateu Mendonça com referências a pixuleco e boneco eleitoral.
A eleição foi mencionada em 10% das publicações sobre o julgamento, inicialmente após um pronunciamento de Flávio Bolsonaro. Perfis de direita associaram o caso à eleição de Flávio e a uma eventual reeleição de Lula. Perfis aliados ao presidente comemoraram o pedido de vista de Gilmar e o interpretaram como derrota da estratégia oposicionista de produzir pânico eleitoral.
O levantamento também registra que, às 12h15, Flávio Dino liderou a conversa, com 4.391 menções em cinco minutos. As discussões passaram a envolver os próprios ministros, seus impedimentos e a legitimidade das regras do tribunal.



