A crise na cúpula da Polícia Federal aumentou a exposição da corporação nas redes sociais, mas não alterou sua avaliação predominante. Entre 1º e 10 de setembro, 82,3% das manifestações digitais sobre a PF foram favoráveis, segundo levantamento da Ativaweb DataLab.
O estudo contabiliza mais de 69 milhões de menções e interações relacionadas à corporação. As conversas também envolveram Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República, da Advocacia-Geral da União e do Ministério da Justiça.
Decisões sobre a cúpula
A repercussão se intensifica depois que André Mendonça determina, em 8 de setembro, o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. A decisão aponta suspeitas de monitoramento ilegal de autoridades e ordena a abertura de procedimentos para investigar a conduta dos dois dirigentes.
No dia seguinte, Flávio Dino determina o retorno de Andrei Rodrigues ao cargo. Horas depois, Edson Fachin, presidente do STF, suspende as decisões de Mendonça e Dino e determina que o diretor-geral preste esclarecimentos.
Para Alek Maracajá, CEO da Ativaweb, os dados mostram um contraste entre a elevada exposição da PF e a manutenção de sua reputação. Na avaliação dele, o debate nas redes passa a tratar de autonomia, competência, investigação e funcionamento das instituições, além das mensagens e dos personagens ligados ao caso.



