O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada – Infraestrutura (SINICON) prepara uma série de entrevistas para discutir o futuro da infraestrutura brasileira nas eleições de 2026. O projeto será veiculado no podcast Caminhos, mantido pela entidade para tratar de infraestrutura e desenvolvimento nacional.
A abertura da série ocorre na próxima quarta-feira, com José Sergio Gabrielli, economista e coordenador da elaboração do programa de governo da candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição. Ex-presidente da Petrobras, ele participa do debate sobre cenário macroeconômico, responsabilidade fiscal, capacidade de investimento do Estado, financiamento da infraestrutura e investimentos públicos e privados.
Participação das campanhas
O sindicato convida as campanhas dos principais candidatos à Presidência. Cada candidatura pode enviar o próprio candidato ou indicar um representante para as entrevistas. A campanha de Augusto Cury (Avante) manifesta interesse, e uma data está em estudo. As demais ainda não respondem.
Com o nome “Caminhos para o Brasil – Infraestrutura e Desenvolvimento nas Eleições 2026”, a iniciativa pretende apresentar as soluções defendidas pelas candidaturas para temas considerados estratégicos. A questão central dos encontros é: qual projeto de infraestrutura o Brasil precisa para sustentar seu desenvolvimento nas próximas décadas?
A pauta inclui financiamento, segurança jurídica, investimentos públicos e privados, produtividade, logística, desenvolvimento regional, sustentabilidade e fortalecimento da engenharia nacional.
Diagnóstico e propostas
Além das entrevistas, as coordenações de campanha recebem um diagnóstico do setor acompanhado de 25 medidas para fortalecer a infraestrutura brasileira. O material reúne desafios identificados pelo segmento e busca contribuir para a formulação de propostas para os próximos anos.
“A infraestrutura tem impacto direto na capacidade de o país crescer, gerar empregos e ampliar a produtividade”, afirma Humberto Rangel, diretor-executivo do SINICON. Segundo ele, a série deve abrir espaço para que as candidaturas apresentem diagnósticos, prioridades e propostas, com atenção ao longo prazo.



