O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro determinou a retirada de uma propaganda da coligação de Eduardo Paes (PSD) e concedeu direito de resposta à campanha de Douglas Ruas (PL). A decisão é assinada pela relatora Ane Cristine Scheele Santos e foi divulgada nesta quarta-feira, 16.
A resposta de Ruas será exibida na programação da TV Globo em dois blocos de um minuto, um durante o dia e outro à noite, além de duas inserções de 30 segundos. O conteúdo precisa rebater as alegações presentes nas propagandas suspensas.
Trechos questionados
Entre as afirmações consideradas irregulares estão as de que Ruas teria sido “escolhido para continuar esquemas de corrupção” e buscaria “manter os mesmos esquemas e a sociedade com o Comando Vermelho”. Para o tribunal, as peças associam diretamente o candidato do PL a supostas condutas ilícitas.
A decisão ocorre um dia depois de a mesma relatora negar um pedido semelhante apresentado pela campanha de Ruas. A ação solicitava direito de resposta e a suspensão de uma declaração de Paes exibida no programa Balanço Geral, da Record, e depois disponibilizada no YouTube e na plataforma R7.
Na ocasião, Paes afirmou: “O PL do Rio está metido até o talo com o crime organizado”. O tribunal entendeu que a declaração não foi dirigida diretamente a Ruas e não apresentava fato sabidamente inverídico. A decisão classificou o trecho como parte de uma crítica política hiperbólica.
Na mesma entrevista, Paes disse que “Douglas Ruas é o reserva do Rodrigo Bacellar”. Sobre essa afirmação, a Justiça citou ligações políticas entre Ruas e Bacellar. Também registrou que Bacellar foi preso preventivamente em 2025 sob suspeita de vazar informações sigilosas e obstruir uma investigação sobre o Comando Vermelho, e que Ruas assumiu a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro depois dele, em abril.



