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Ar-condicionado em 17 ºC consome mais energia que em 23 ºC

Em aparelhos Inverter, temperaturas mais baixas mantêm o compressor em potência elevada, mas não fazem o ambiente esfriar mais rápido.

Ar-condicionado em 17 ºC consome mais energia que em 23 ºC
Foto: Erick Teixeira/Canaltech

Manter o ar-condicionado em 17 ºC tende a consumir mais energia do que usar o aparelho em 23 ºC. Em modelos com tecnologia Inverter, o ajuste mais baixo faz o compressor operar por mais tempo em uma faixa elevada de potência, mas não funciona como um acelerador para resfriar o ambiente.

A explicação é de Romenig Magalhães, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Gree no Brasil. Ele afirma que a potência do compressor varia conforme a temperatura selecionada e as condições do cômodo. Em temperaturas entre 23 ºC e 25 ºC, o equipamento consegue reduzir a intensidade de funcionamento em menos tempo. Essa queda pode superar 45% em determinados momentos.

A redução de potência, porém, não representa necessariamente uma economia de 45% na conta de luz. O percentual se refere ao funcionamento do compressor, e não ao consumo acumulado durante uma noite ou um mês.

Temperatura e tempo de resfriamento

Segundo Magalhães, baixar o controle para 17 ºC não faz o cômodo chegar mais rapidamente a uma temperatura intermediária, como 23 ºC. O aparelho já começa a trabalhar para atingir a temperatura programada. Com um valor muito baixo, o compressor pode permanecer em potência elevada por mais tempo, sem acelerar o resfriamento.

Como exemplo, o especialista cita um aparelho configurado para 24 °C em um ambiente entre 27 e 29 °C. Conforme a temperatura interna diminui, a potência do compressor tende a cair. Ao alcançar a temperatura escolhida, o compressor continua funcionando em aproximadamente 25% de sua potência nominal.

Simulação de consumo

Uma estimativa considera o Gree G-Top Auto Inverter de 9.000 BTUs, quente e frio, com consumo anual de 361,2 kWh. Pela metodologia do Inmetro, esse consumo é relacionado a 2.080 horas de funcionamento.

A média calculada é de aproximadamente 0,174 kWh por hora. Em oito horas de funcionamento por noite, o aparelho consumiria cerca de 1,39 kWh por dia. Em 30 dias, o consumo estimado chegaria a 41,68 kWh.

As tarifas de referência usadas na simulação são de R$ 0,97/kWh em Fortaleza (CE), R$ 0,95/kWh em São Paulo (SP), R$ 0,85/kWh em Curitiba (PR), R$ 0,84/kWh em Manaus (AM) e R$ 0,83/kWh em Brasília (DF). Esses valores servem para dimensionar uma rotina de uso e não representam especificamente o aparelho funcionando em 17 ºC ou 23 ºC.

O consumo real também varia conforme o ambiente, a instalação, a manutenção e o estado dos componentes. Sensores e demais itens eletrônicos precisam funcionar corretamente. Portas e janelas abertas aumentam as trocas de calor e podem fazer o aparelho permanecer ligado por mais tempo. Por isso, equipamentos iguais podem apresentar gastos diferentes mesmo usados pelo mesmo período.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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