Gears of War: E-Day chega em Acesso Antecipado em 1º de outubro como o terceiro jogo da campanha de aniversário de 25 anos do XBOX. O título funciona como um prequel da franquia e acompanha Marcus Fenix durante o Dia da Emergência, quando os Locust invadem o planeta Sera.
A produção da The Coalition se destaca pelos gráficos construídos na Unreal Engine 5. A iluminação, os reflexos em vidros e poças d’água, a densidade de objetos e os detalhes dos cenários dão vida a Kalona, apresentada como uma cidade caótica durante a invasão.
O combate também está entre os pontos fortes. A ação mantém o gore e a brutalidade característicos da série, com sangue, vísceras, destruição em larga escala e momentos que flertam com o terror. O sistema de cobertura é responsivo, enquanto a movimentação pesada permite avançar contra os inimigos de forma fluida.
A campanha ainda apresenta boa variedade de inimigos, incluindo confrontos contra Locust maiores que produzem alguns dos momentos mais marcantes da ação. O Esquadrão Bravo reúne Marcus Fenix, Dom Santiago, Mags Carter e Lucas Reyes. As interações do grupo são naturais, e Lucas passa por uma evolução de personagem ao longo dos três dias da invasão.
Entre os problemas está a performance. No XBOX Series X, a campanha registra quedas constantes na taxa de quadros mesmo no modo desempenho, especialmente em áreas abertas, como o centro de Kalona. Também há relatos de otimização irregular no PC e no XBOX.
A repetição se torna mais evidente do meio para o fim da campanha. A partir do Ato 4, a estrutura linear de enfrentar hordas e avançar para o próximo ponto pode causar cansaço. O Centro de Kalona, visitado diversas vezes, reforça essa sensação, apesar das mudanças provocadas pelos ataques dos Locust.
A narrativa aproveita a química do grupo, mas desenvolve pouco alguns temas, como o autoritarismo da CGO. Parte da história aparece em colecionáveis, cenários e grupos encontrados em Kalona, embora alguns personagens tenham desfechos anticlimáticos.
O áudio também apresenta falhas. As vozes são abafadas pelos efeitos do ambiente, há momentos de falta de sincronia e falas cortadas na dublagem em português. A trilha sonora permanece morna e aposta em temas militares genéricos durante boa parte da campanha.
O sistema de modificações permite melhorar armas, armaduras e equipamentos táticos. Cada arma tem quatro espaços de melhorias, obtidas por exploração e missões secundárias. O problema surge com o volume de upgrades: a interface torna o processo burocrático e exige tempo para consultar o efeito de cada melhoria.



