O sistema eleitoral brasileiro mantém o cronograma de apuração mesmo que falhas na rede elétrica afetem centros urbanos durante as eleições de 2026. A votação pode sofrer alterações imediatas nos locais atingidos, mas a instabilidade não interfere no resultado final.
Cada uma das mais de 500 mil urnas eletrônicas tem baterias internas de lítio, com autonomia de até 12 horas. Com isso, o processo de votação pode continuar mesmo quando o local fica sem abastecimento de energia.
Para transmitir os dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) contam com uma estrutura de tecnologia da informação redundante. A operação inclui geradores de grande porte, sistemas industriais de nobreak e redes exclusivas para dados.
Plantão no fornecimento de energia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e as distribuidoras locais trabalham em regime de plantão especial. Nesse período, manutenções programadas são suspensas nos circuitos que abastecem os pontos focais da apuração.
A consolidação dos resultados ocorre poucas horas após o fechamento das seções. O modelo busca reduzir ruídos e especulações capazes de desestabilizar o sistema político e afetar preços de ativos financeiros negociados em outros mercados.



