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Redes sociais lideram casos de exploração sexual digital de adolescentes no Brasil

Relatório do Unicef aponta que 66% dos abusos contra crianças e adolescentes no país ocorrem por meios digitais.

Redes sociais lideram casos de exploração sexual digital de adolescentes no Brasil
Foto: Reprodução/Berke Citak/Unsplash

Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que um em cada cinco adolescentes brasileiros já sofreu abuso sexual online. As redes sociais são o principal ambiente usado na exploração de crianças e adolescentes de 12 a 17 anos.

No Brasil, 66% dos casos de abuso ocorrem por meios digitais. Redes sociais e aplicativos de mensagens concentram 64% dos registros, e Instagram e WhatsApp são as plataformas mais mencionadas pelas vítimas.

Os jogos online aparecem em seguida, com 12% dos casos de exploração. Em quase metade das ocorrências, ou 49%, a tentativa de abuso é atribuída a uma pessoa conhecida da vítima.

Dados internacionais

O relatório global “Pelos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual Infantil” é publicado nesta quinta-feira (03). O documento reúne dados de 21 países e mostra que mais de 15 milhões de jovens já foram expostos a conteúdos sexuais indesejados.

Outros 9 milhões receberam solicitações para participar de conversas de natureza sexual ou compartilhar imagens íntimas contra a própria vontade. Além disso, 4 milhões de crianças e adolescentes tiveram imagens íntimas divulgadas sem consentimento.

O Unicef alerta que a presença de inteligências artificiais capazes de produzir deepfakes agrava esse tipo de ocorrência. A organização também afirma que os números podem ser maiores, porque há casos que não são denunciados por diferentes motivos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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