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AfD chega a 44,5% e amplia vantagem na eleição da Saxônia-Anhalt

Partido de extrema direita fica a três cadeiras da maioria absoluta, mas CDU descarta formar aliança para governar o estado alemão.

AfD chega a 44,5% e amplia vantagem na eleição da Saxônia-Anhalt
Foto: Foto por RONNY HARTMANN/AFP

O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) alcança 44,5% dos votos nas eleições regionais da Saxônia-Anhalt, segundo resultados preliminares. A legenda supera a União Democrata Cristã (CDU), que registra aproximadamente 18,5%. Nenhum estado alemão é governado pela extrema direita desde 1945.

O AfD teria 39 cadeiras no Parlamento regional, três a menos que as 42 necessárias para obter maioria absoluta. O líder regional da legenda, Ulrich Siegmund, reivindica a vitória e afirma: “Fizemos história neste país”.

Os social-democratas (SPD), o partido de esquerda Die Linke e os Verdes aparecem bem atrás, com cerca de 9% dos votos cada. A Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), de esquerda e pró-Rússia, ainda precisa alcançar 5% para entrar no Parlamento.

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Sem maioria própria, Siegmund terá de negociar com outras forças políticas para governar o estado, que tem 2,1 milhões de habitantes e é um dos mais pobres da antiga Alemanha Oriental. O candidato diz estar de “mão estendida”. A copresidente nacional do AfD, Alice Weidel, pede negociações com a CDU, mas a legenda do chanceler Friedrich Merz descarta qualquer aliança com a extrema direita.

O resultado pressiona a CDU e pode reabrir o debate interno sobre uma aproximação com o AfD. O partido recebe metade dos votos obtidos em 2021. O chefe do governo regional, Sven Schulze, reconhece a derrota e afirma que “os eleitores enviaram uma mensagem clara”.

A participação eleitoral chega a 78%, segundo estimativa da ZDF, 18 pontos percentuais acima do índice de 2021. Se assumir o governo, Siegmund promete endurecer a política migratória, acabar com a obrigatoriedade da frequência escolar e alterar o currículo de história, que considera excessivamente centrado na responsabilidade da Alemanha pelos crimes do Terceiro Reich.

A vitória mobiliza apoiadores do AfD em Magdeburgo, capital regional. O presidente do Conselho Central dos Judeus da Alemanha, Josef Schuster, declara-se “consternado” com o resultado. Parte dos eleitores também tenta conter o avanço da extrema direita nas urnas, em um país marcado pelos crimes do nazismo.

A polícia reforça a segurança em Magdeburgo diante do temor de confrontos entre militantes de extrema direita e extrema esquerda. O Landtag, Parlamento regional, é cercado por barreiras metálicas, enquanto policiais patrulham os arredores.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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