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Jogos de corrida perdem espaço, mas continuam vivos em nichos

Custos altos, exigência técnica e o domínio de franquias como Forza e Gran Turismo mudam o mercado de corridas.

Jogos de corrida perdem espaço, mas continuam vivos em nichos
Foto: Divulgação/Electronic Arts

Os jogos de corrida perderam espaço no mercado mainstream, mas o gênero continua ativo em nichos como kart, mundo aberto, rally, destruição veicular e automobilismo licenciado. Franquias tradicionais foram encerradas, esquecidas ou passaram por quedas de qualidade desde a virada da década de 2010.

Midnight Club não recebe um novo título há 17 anos, desde Midnight Club: LA Complete Edition, lançado para PlayStation 3 e XBOX 360. Burnout abandonou sua jogabilidade caótica em 2018, enquanto Need for Speed foi mal recebido com Unbound, em 2022. The Crew também se tornou um exemplo dos riscos associados à dependência de jogos digitais e servidores.

Franquias que resistem

Forza e Gran Turismo permanecem como os principais nomes do gênero. A Microsoft concentra seus esforços em Forza Horizon, que alcançou o XBOX e o PlayStation com uma proposta de mundo aberto. Após a recepção morna de Forza Motorsport, em 2023, a Turn 10 Studios passou a apoiar a produção de títulos da subsérie arcade.

O sexto Forza Horizon apresentou o Japão e reforçou a força visual da franquia. Gran Turismo, do PlayStation, completa 30 anos em 2027 e continua associado à demonstração do potencial técnico dos consoles da Sony.

A Electronic Arts, que já esteve entre as principais produtoras de jogos de corrida, afastou a Criterion Games, responsável por franquias como Burnout e Need for Speed, ao direcioná-la para a estrutura de Battlefield. A empresa também aposentou séries como Project CARS, Real Racing, GRID Legends e WRC.

Custos e exigência técnica

Não existe uma única explicação para o recuo dos jogos de corrida. O desenvolvimento exige licenças de carros e músicas, servidores, atualizações frequentes, física, design de áudio e gráficos. Além disso, novos projetos precisam competir com o escopo e a popularidade de Forza Horizon.

O público do gênero também está entre os mais exigentes em qualidade técnica. Por isso, produtoras que atuam em vários segmentos podem preferir investir em jogos de ação, mundo aberto ou FPS online, em vez de assumir os custos e os riscos de uma nova produção de corrida.

Ainda assim, o gênero encontra espaço em formatos mais específicos. Mario Kart lidera o segmento de kart, enquanto Sonic Racing CrossWorlds e Disney Speedstorm disputam atenção. Jogos de mundo aberto, como HOT WHEELS Infinite Rush e Clutch, também ocupam esse espaço.

Produções de rally, destruição veicular e projetos independentes ligados à cultura automobilística ampliam o mercado, com JDM: Japanese Drift Master como exemplo. Franquias licenciadas, como MotoGP, Ride, NASCAR e F1, seguem ativas.

Os jogos de corrida, portanto, não desaparecem, mas deixam de ocupar o mesmo lugar de outras épocas. Um novo AAA arcade no modelo tradicional precisa encontrar uma proposta própria para não ser eclipsado por Forza, Gran Turismo ou F1. O gênero continua existindo, com franquias consolidadas e novos formatos disputando espaço.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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