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Flávio Bolsonaro comemora afastamento de diretor da PF por decisão de Mendonça

Senador afirma que a Polícia Federal deve recuperar autonomia após decisão do ministro André Mendonça, do STF.

Flávio Bolsonaro comemora afastamento de diretor da PF por decisão de Mendonça
Foto: Maira Erlich/Bloomberg/Getty Images

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal e afirmou que a corporação deve recuperar “autonomia” para investigar. A manifestação foi publicada nas redes sociais nesta terça-feira, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, nesta segunda. Além de Rodrigues, Mendonça afastou o delegado Leandro Almada, que comandava a Diretoria de Inteligência da Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro relacionou a decisão a suspeitas sobre a atuação de integrantes da corporação em investigações envolvendo ministros do Supremo. Na publicação, o senador chamou Rodrigues de aliado de Lula e afirmou que um grupo da Polícia Federal teria sido desmascarado. Também disse esperar que a instituição volte a atuar contra criminosos, e não contra adversários políticos do presidente.

Fundamentação da decisão

O afastamento ocorre após a divulgação de mensagens de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes. Nos diálogos, Rodrigues é citado como alguém que poderia retardar investigações e dificultar inquéritos relacionados ao dono do Banco Master.

Também vieram a público relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre supostas investigações clandestinas contra ministros do Supremo, entre eles o próprio Mendonça.

Na decisão, o ministro determinou ainda que a corporação interrompa a produção, a elaboração e o compartilhamento de relatórios de inteligência voltados à análise de atos praticados no exercício das funções constitucionais de prestação jurisdicional, advocacia pública e polícia judiciária.

Mendonça justificou a suspensão pela existência de elementos concretos e pela necessidade de evitar riscos à persecução penal ou ao uso indevido das prerrogativas funcionais. Para o ministro, a permanência dos investigadores poderia comprometer a coleta de provas, dificultar o trabalho dos órgãos responsáveis pelas apurações e interferir em procedimentos administrativos sobre os mesmos fatos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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