A transferência de recursos esquecidos para financiar descontos no Desenrola 2.0 entrou na análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso do dinheiro em programas federais fora do orçamento público.
No fim de maio, cerca de R$ 5,7 bilhões foram encaminhados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO). O fundo oferece garantias a instituições financeiras e pode cobrir eventuais calotes de tomadores de crédito. No começo daquele mês, o governo havia anunciado o uso de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões dos valores não resgatados para viabilizar o programa de renegociação de dívidas.
O governo informou que 10% do saldo transferido ficariam separados para atender eventuais pedidos de resgate pelos correntistas. “Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro”, declarou.
Saldo ainda disponível
O Banco Central atualizou o Sistema de Valores a Receber e registrou R$ 5,64 bilhões ainda mantidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. Desse total, R$ 4,24 bilhões pertencem a 23,6 milhões de pessoas físicas. As empresas concentram R$ 1,4 bilhão, distribuído entre 2,2 milhões de empresas.
Os dados até julho mostram que o saldo era de R$ 10,6 bilhões em março, caiu para R$ 6,2 bilhões em maio e chegou a R$ 5,1 bilhões em junho. A ferramenta do Banco Central também permite verificar valores registrados em nome de pessoas falecidas.
Consulta e resgate
A consulta é feita no sistema oficial do Banco Central. Para receber o dinheiro, é necessário informar uma chave Pix. Quem não tiver uma cadastrada deve procurar a instituição financeira para combinar o pagamento ou criar a chave e voltar ao sistema para solicitar o resgate.
Quando os valores pertencem a uma pessoa falecida, a consulta pode ser feita por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, com o preenchimento de um termo de responsabilidade. Depois, é necessário contatar as instituições indicadas para conhecer os procedimentos de recebimento.



