A Justiça do Estado de São Paulo condenou o youtuber Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, a pagar 100 mil reais por dano moral coletivo. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 15, por causa de declarações feitas em uma transmissão ao vivo em 2022, acompanhada por mais de 400 mil pessoas.
Na live, Monark defendeu a criação de um partido nazista no Brasil e afirmou: “Eu acho que tinha que ter um partido nazista reconhecido pela lei”. Ele também disse que uma pessoa deveria ter o direito de se declarar antijudeu.
Processo
A ação foi proposta pelo Ministério Público estadual. O processo demorou a avançar porque a Justiça não conseguiu localizar o endereço do youtuber. Monark foi citado em novembro de 2025.
Antes da decisão, o Ministério Público ofereceu uma solução extrajudicial. A proposta previa visitas a museus e a um campo de concentração, além da produção de um podcast sobre Nazismo/Holocausto. Não houve conciliação.
Na sentença, a juíza Adriana Cardoso dos Reis afirmou que a legislação brasileira permite discussões históricas, acadêmicas e críticas sobre o nazismo e sobre os limites da liberdade de expressão. Para ela, porém, não há proteção jurídica para a defesa pública da legitimação institucional de uma organização baseada na supressão da dignidade e da igualdade de determinados grupos.
O valor da condenação será destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID). Após as declarações, Monark deixou o podcast que apresentava e recebeu notas de repúdio do governo brasileiro, do Senado e de outras instituições.



